A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) voltou a criticar nesta terça-feira (20) o projeto da Reforma Trabalhista, o qual classificou como “carta branca a um governo que não existe mais”. Durante reunião da Comissão de Assuntos Sociais do Senado, a parlamentar disse que a base governista está “amordaçada” diante dos escândalos de corrupção que atingem o Palácio do Planalto.

A parlamentar, que apresentou 18 propostas de alteração à Reforma Trabalhista, criticou diversos dispositivos do texto, como a autorização para gestantes e lactantes trabalharem em local insalubre e o trabalho intermitente, no qual a prestação de serviços não é contínua, mas há subordinação. Kátia Abreu lembrou que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) condena essa modalidade no Brasil.

Senadora participou nesta terça-feira (20) da Comissão de Assuntos Sociais, que rejeitou projeto da Reforma Trabalhista defendido pelo governo.

“A OIT é claramente contra o trabalho intermitente, que deu errado no mundo inteiro e não será no Brasil que dará certo. Essa modalidade foi criada na Europa, onde as pessoas empregadas têm permanência muito maior do que no Brasil. Aqui, há uma atividade muito cíclica de emprego e desemprego”, explicou.

A senadora ainda criticou o silêncio da atual base governista diante dos escândalos de corrupção que atingem diariamente o Palácio do Planalto. Para Kátia Abreu, os aliados do presidente não têm “condição moral de subir à tribuna e dizer que fazem parte de um governo corrupto”.

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“Por que todos esses que criticaram tanto a Presidente Dilma e a corrupção que teria sido praticada pelo seu governo não fazem a mesma coisa agora? Por que não dizem uma palavra sequer? Por que não sobem à tribuna para fazer a sua verborragia, como fizeram no passado? Tantos heróis da honestidade, do caráter e da ética, que hoje estão todos murchos, calados e amordaçados”, criticou Kátia Abreu.

Assista à participação da senadora Kátia Abreu:

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