Da Redação JM Notícia

 

Bispo Samuel Ferreira convoca fiéis a votarem contra PL que quer tributar dízimos

Tramita no Senado uma sugestão legislativa que pede o fim da imunidade tributária para templos religiosos. Criada por uma moradora do Espírito Santo, a sugestão teve 20.085 manifestações de apoio e foi encaminhada para a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Mas o que teria como objetivo taxar a arrecadação de dízimos e ofertas de todas as religiões – já que a isenção engloba templos de todas as crenças – o projeto, se aprovado, atingiria apenas as igrejas evangélicas.

Ciente disso, o Bispo Samuel Ferreira, da Igreja Assembleia de Deus do Brás, pediu aos seus seguidores que entrem no site do Senado e votem na Consulta Pública decidindo pelo “NÃO”.

As igrejas evangélicas seriam as únicas atingidas, logo é inconstitucional declara deputado – Foto: Senado

“Se o projeto se tornar lei as igrejas perdem a imunidade tributária e serão taxadas. Ajudem votando NÃO, compartilhem em grupos cristãos, para o bem do corpo de Cristo”, indicou o pastor.

Deputado Sóstenes Cavalcante

Ainda que a enquete não tenha valor de decidir a pauta ainda a ser analisada no Senado, ela pode mostrar o que a população brasileira pensa, principalmente os evangélicos que serão os únicos atingidos como explica o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) em entrevista exclusiva ao JM Notícia.

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“É um projeto vergonhoso e absurdo! Com certeza esse projeto foi pautado por alguém contrário aos valores das igrejas e tem convicção de que é um projeto inconstitucional pelo princípio da isonomia”, declarou o parlamentar.

Sóstenes entende que não há condições de aprovar tal sugestão porque a Igreja Católica possui uma legislação própria que a impede de ser taxada de impostos. Logo, taxar algumas igrejas de determinadas religiões e não taxar todas será inconstitucional.

“Vão taxar a Igreja Católica também que tem uma legislação própria? Ou só querem pegar alguns credos religiosos? Se fizerem dessa forma é inconstitucional”, reafirma o parlamentar.

O deputado ainda lembra que a banca religiosa do Congresso não permitirá que tal proposta entre em votação ou seja aprovada. “Um projeto como este é daqueles que nasceram para morar e viver dentro da gaveta. Tenho certeza de que ele nunca será pautado”, declarou.

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