Da Redação JM Notícia

 

Durante o programa Jornal da Manhã, da Rádio Jovem Pan de São Paulo, o comentarista Marco Antônio Villa defendeu a taxação das igrejas pelo governo afirmando que elas são “um negócio” e, por isso, devem ter a arrecadação de dízimos taxadas.

O historiador e o jornalista Joseval Peixoto comentavam a decisão da Prefeitura de São Paulo de perdoar a dívida de IPTU de igrejas, fato contestado por Villa.

“É um verdadeiro absurdo igreja não pagar imposto. Porque a igreja é um negócio. Poderia até pagar menos, mas é um negócio”, defendeu ele.

Peixoto discordou e deu a Igreja Católica como exemplo. “Você já pensou a Sé pagando imposto?”, declarou. Mesmo assim Marco Antônio Villa retrucou: “Tem de pagar imposto, porque é um negócio. Uma república não deve privilegiar quem tem e que não tem religião”, disse.

O comentarista citou casos de igrejas que são donas de emissoras de TV e de líderes religiosos bilionários com casas em outros países, uma clara “indireta” a Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

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Senado deve debater fim da imunidade

Pelas leis brasileiras, templos religiosos de todas as crenças são isentos de impostos federais. E a Igreja Católica possui uma legislação específica que a impede de ser taxada de impostos.

O fim da isenção tributária para igrejas é um assunto cada vez mais debatido no Brasil, principalmente agora que o Senado deve debater uma sugestão legislativa apresentada por uma moradora do Espírito Santo.

Uma enquete no portal do Senado mostra o quanto o assunto divide a opinião dos brasileiros. Por vários dias a enquete mostrava que mais de 133 mil brasileiros eram contra o fim da imunidade tributário para as entidades religiosas. Mas nesta semana o número de votos a favor chegou em 140 mil votos.

O pastor Samuel Ferreira chegou a pedir aos seus seguidores nas redes sociais que votassem pelo “NÃO”, ainda que a enquete tenha apenas o caráter consultivo, não interferindo na decisão dos senadores, ela pode mostrar o que a sociedade brasileira pensa sobre o assunto.

Para o deputado Sóstenes Cavalcante, esse tipo de projeto de lei não tem base para ser aprovada no Congresso, primeiro por ser inconstitucional e depois pela participação de parlamentares ligados as igrejas evangélica e católica que se colocarão contrários a tal proposta.

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