Da Redação JM Notícia

 

Na última sexta-feira (30) a Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou uma audiência pública para discutir a sugestão popular de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para acabar com a imunidade tributária das igrejas.

O encontro foi convocado pelo deputado estadual Sebastião Rezende (PSC) e contou com representantes da Igreja Católica, igrejas evangélicas e centros espíritas, além dos membros da Frente Parlamentar Mista da Defesa da Família e Apoio a Vida.

Todos eles são contra a sugestão popular que está no Senado, dizendo que as instituições religiosas prestam um serviço a população que deveriam ser prestados pelo Estado, por isso devem continuar isentas de alguns impostos.

O senador Magno Malta (PR-ES) esteve no evento a convite do senador José Medeiros (PSD) que será responsável pela relatoria dessa sugestão popular no Senado.

Vereadores, deputados e senadores participaram do debate – Foto: Marcos Lopes/ALMT

Malta se colocou contrário à proposta e criticou “os esquerdopatas” que seriam os apoiadores do fim da imunidade tributária para igrejas.

“Vamos separar igreja da política, dizem eles. Mas então vamos separar dos sindicatos também, oras”, declarou o senador capixaba que é evangélico. Membros da Central Única dos Sindicatos (CUT), em um ato ali liderado por Robson Ciréia (PT), vaiaram o senador assim como vaiaram José Medeiros e o deputado Victório Galli (PSC) que foram chamados de “golpistas”.

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O tumulto foi comentado pelos parlamentares presentes que criticaram os “esquerdopatas” que defendem pautas contra a igreja e contra a família.

“Sempre tem uma parcela da sociedade, quase sempre esse pessoal do ‘Fora Temer’, que critica quando você sai em defesa da família”, declarou o senador José Medeiros.

O vereador por Cuiabá Misael Galvão (PSB) ficou estarrecido com as críticas dos sindicalistas presentes. “Nunca na minha vida imaginei que passaria por esse momento”.

Já o deputado estadual Dilmar Dal’Bosco lembrou que viveu algo semelhante nas discussões sobre a inclusão da ideologia de gênero na grade curricular.

“Os Poderes estão decadentes. Se uma instituição pode salvar o país é a igreja e a família”, analisou o deputado estadual Pedro Satélite. Com Informações Olhar Direto.

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