Da Redação JM Notícia

 

No último domingo (2) aconteceu em Bogotá, na Colômbia, a 21º Marcha da Cidadania LGBTI que assim como em São Paulo, teve como tema a crítica à interferência da Igreja na política. O tema do evento foi “Seres livres, Estado laico” e as críticas aos cristãos foram as mais diversas.

“Somos respeitosos com a religião, mas marchamos para que haja um Estado laico e seres livres”, declarou Alejandro Michells, membro da Mesa LGBT em Bogotá. “A Bíblia não pode continuar sendo usado como cenário para a discriminação desta população”, declarou ele.

Michells e outros coordenados na Marcha Gay de Bogotá estão preocupados com os movimentos conservadores que estão se fortalecendo no país e tentam impedir o avanço de leis que venham a privilegiar o grupo, como a adoção de crianças por casais homossexuais, viúvas, solteiros e separados.

A proposta que determina a adoção apenas para casais formalmente casados é de autoria da senadora evangélica Viviane Morales que conta com apoio da comunidade evangélica e também da Igreja Católica.

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O grupo também se manifestou contra a candidatura de Alejandro Ordoñez, que por muitos anos foi procurador-geral e tentou barrar leis como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, adoção por casais gays, não reconheceu a ideologia de gênero e se opôs as leis de discriminação.

Dados do site “Dos Manzanas” afirmam que no ano passado 106 pessoas morreram por discriminação de orientação sexual e identidade de gênero. Por este motivo, os grupos LGBT acusam os religiosos de defenderem a discriminação contra homossexuais.

“Aos pastores vindo para a cena política quero dizer que não é justo e nem honesto que no jogo político se usa a população LGBT como bode expiatório de sua falsa cruzada moral”, declarou Ferney Rodríguez, da Bogotá Atea. “É injusto e vil que para conseguir votos os pastores nos acusam de sermos os destruidores da família e da sociedade, quando os verdadeiros males que afetam todas as famílias são o desemprego, o subemprego, a baixa qualidade e cobertura da saúde e a educação”, concluiu.

Os organizadores afirmam que mais de 55 mil pessoas participaram da marcha que teve apoio de empresas como a Google Colombia e a IBM.

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