Da Redação JM Notícia 

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acaba de ser condenado pelo juiz Sérgio Moro a nove anos e meio de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Lula foi acusado pela força-tarefa da Lava-Jato de receber propina da OAS, uma das empreiteiras que desviou bilhões de reais da Petrobras. Pela acusação, uma das vantagens recebidas por Lula, foi o apartamento tríplex no balneário do Guarujá, litoral de São Paulo.

O ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deixa a residência oficial do Senado após reunião(Evaristo Sa/Reuters)
Sérgio Moro condena Lula a nove anos e meio de prisão (Evaristo Sa/Reuters)

Lula foi citado como “chefe” do esquema de corrupção montado na Petrobras, responsável pelo desvio de mais de R$ 87 milhões dos cofres da estatal.

A decisão de Moro também determina que Lula fique impedido de exercer função pública ou de diretor, membro de conselho ou de gerência das pessoas jurídicas pelo dobro da pena, ou seja, por 19 anos.

Contudo, a  defesa do ex-presidente já se manifestou dizendo que irá recorrer da decisão, declarando também que não há provas contra Lula e que a decisão foi tomada por motivação política.

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Por caber recurso, Lula aguardará em liberdade até porque para o juiz Sérgio Moro é preciso evitar “certos traumas” com a prisão de um ex-presidente.

“Aliando esse comportamento com os episódios de orientação a terceiros para destruição de provas, até caberia cogitar a decretação da prisão preventiva do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entretanto, considerando que a prisão cautelar de um ex-Presidente da República não deixa de envolver certos traumas, a prudência recomenda que se aguarde o julgamento pela Corte de Apelação antes de se extrair as consequências próprias da condenação.  Assim, poderá o ex-Presidente Luiz apresentar a sua apelação em liberdade”, diz a sentença.

Enquanto o processo não for julgado em segunda instância, Lula também poderá concorrer às eleições de 2018, pois pela lei da Ficha Limpa é preciso ser condenado em segunda instância para que um candidato seja considerado inelegível.

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