Da Redação JM Notícia

 

Grupos conservadores e feministas se revoltaram contra uma reportagem da revista americana Teen Vogue que fez um guia de sexo anal para adolescentes. O artigo assinado por  Gigi Angle foi publicado na revista de julho, tentando mostrar ao público teen como praticar sexo anal pela primeira vez.

A forma como o tema foi abordado fez com que grupos que frequentemente se posicionam um contra o outro se “unissem” em um coro de críticas à publicação, ainda que os pontos criticados sejam diferentes.

Para os críticos da revista, o problema está em estimular adolescentes a praticar sexo anal. Entre os conselhos da revista estava o uso de lubrificantes, plugs anais e camisinha. E não era um texto voltado apenas para meninas, homens homossexuais e bissexuais também tinham dicas de como ter prazer com este tipo de sexo.

Edição de junho/julho da revista trouxe um texto polêmico

O texto, seguindo a cartilha da ideologia de gênero, não trata mulheres como mulheres, mas sim como “não portadoras de próstata” e os meninos de “portadores de próstata” e descrevem o sexo anal como algo “perfeitamente natural” e “único”.

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“Esta cultura pornográfica está completamente normalizada e integrada”, reclama Dawn Hawkins, vice-presidente sênior e diretor executivo do National Center of Sexual Exploitation, de Washington DC. Para ele, a revista está estimulando meninos (gays) e meninas a satisfazerem as vontades dos homens, que seriam os que verdadeiramente sentiriam prazer com esta prática.

Hawkins lembra que o consumo de pornografia entre os jovens é alto e que os rapazes pressionam suas namoradas a fazerem o que eles assistem na internet. Pressionadas, as jovens buscam nas revistas encontrar formas de como se comportar quanto a esse assunto e a Teen Vogue está aconselhando-as a praticar o sexo anal.

“E eles não estão falando sobre os danos físicos e emocionais que acompanham a prática e nem os impactos duradouros”, completa Hawkins.

A representante do grupo feminista Women’s Liberation Front, Natasha Chart, concorda que há sérios danos na prática e afirma que a revista está “ignorando totalmente essas realidades”, se referindo também ao poder abusivo que esse tipo de texto pode estimular nos jovens, principalmente porque a reportagem não ensina a menina a dizer não para a prática.

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Chart chama atenção para uma parte do artigo que fala que o sexo anal dói e que a menina deve apenas “respirar”, sem sugerir que ela peça que interrompa a prática. “Como se não estivéssemos falando sobre uma situação em que os meninos coagem regularmente as garotas e isso não é relacionamento, é exploração”, declara.

A ativista de segurança na internet, Donna Rice Hughes, presidente da Enough, afirma que os pais de adolescentes precisam boicotar a revista, principalmente os pais conservadores que não desejam que seus filhos com 13, 14 anos se tornem sexualmente ativos.

Hugues, que já atuou como técnica de emergência médica, contesta a revista dizendo que o sexo anal não é natural e nem fisicamente seguro, pela estrutura anal e pelo seu real funcionamento no corpo humano. “O ânus não se destina a receber qualquer tipo de objeto estranho”, declarou.  Com Informações Christian Post.

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