Da Redação JM Notícia

 

O vereador Lucio Campelo avaliou os trabalhos do primeiro semestre da prefeitura de Palmas sob o comando do prefeito Carlos Amastha que foi reeleito no ano passado. Como um dos poucos oposicionistas ao governo municipal, Campelo criticou as ações do prefeito dizendo que esta é uma gestão sem novidades, assim como foi o primeiro mandato.

“É uma gestão de engodo, de ilusionismo, de enganação, uma gestação sem propósito e sem objetivo”, declarou Lúcio em entrevista exclusiva ao JM Notícia. “Nesses quatro anos e meio de gestão Palmas não aumentou um emprego, só aumentou a estrutura administrativa da gestão”.

O vereador reclama que nenhuma grande empresa se interessou em abrir suas portas em Palmas, por conta disso não houve geração de empregos. Por outro lado, o aumento dos impostos fez com que a receita da capital chegasse em R$ 4 bilhões.

“O que de fato mudou foi que ele continua inaugurando obras da gestão anterior e os R$ 4 bilhões da nossa cidade ele não dá conta de dizer onde colocou”, afirmou Campelo.

E diante dessa falta de emprego e crescimento aos palmenses, a prefeitura aprovou uma série de aumentos de impostos e taxas. “Isso é normal, se pegar a gestão desde o primeiro dia, o que ele mais fez foi aumentar a carga tributária municipal”, reclamou o vereador.

“Ele conseguiu construir uma capital onde o pobre não tem condições de viver nela. Não gera emprego, não gera renda, não gera perspectiva de vida para os jovens, nem para o profissional atuante”.

A carga tributária em Palmas está acima da realidade dos moradores da cidade, e o vereador é contra esses aumentos, ainda mais pela falta de retorno em benefícios para a população. “É preciso que a gestão reveja essa situação. Palmas está ficando inviabilizada do ponto de vista de sobrevivência com dignidade”, declara Lúcio Campelo.

 

Shopping a céu aberto gera polêmica na região Sul da capital

Um dos principais projetos da prefeitura para geração de emprego em Palmas é a criação de um shopping a céu aberto na Avenida Tocantins, na região Sul da capital. O projeto vem sendo criticado pelos comerciantes da região que reclamam da falta de diálogo e das alterações na avenida que estão prejudicando a vida de quem mora e de quem trabalha em Taquaralto.

“A gente não pode ser contra aos investimentos”, declarou o vereador ao se referir ao crédito oferecido pela prefeitura aos empresários que desejarem aderir ao shopping de céu aberto. Contudo, Lúcio reclama da falta de diálogo entre a Prefeitura e os empresários.

“A prefeitura ainda não se reuniu com os empresários da avenida e nem com os donos dos imóveis”, declarou. “A prefeitura não tem buscado essa aproximação”, completou Campelo citando que as obras estão sendo feitas e refeitas pela falta de planejamento.

Os gastos de 17 milhões também são questionados pelo vereador que cita que o Tribunal de Contas já pediu explicações sobre os gastos que estão previstos para este projeto e até o momento a Prefeitura não respondeu.

 

Câmara tem cumprido seu papel?

A Câmara Municipal tem, entre outros propósitos, fiscalizar o trabalho do Executivo, mas os governistas estão em maior número, aprovando vários dos projetos do prefeito. “Infelizmente, pela maioria ser da base, a Câmara tem sido um apêndice da prefeitura”, lamenta o vereador que faz parte da oposição.

“Os debates na Câmara hoje tratam de defender os interesses da gestão”, reclama. Mas a oposição tem desempenhado bem o seu papel, colocando em debate assuntos que a população precisa tomar conhecimento.

“Nós fiscalizamos, mas a maioria não fiscaliza, atendendo aos interesses da gestão municipal”, declarou Campelo.

Outro assunto comentado pelo vereador, é um projeto para que o presidente da Câmara tenha apenas um ano de mandato. Campelo é contra, por acreditar que em um ano não é possível fazer uma boa gestão.

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