Da Redação JM Notícia

 

O Ministério Evangélico Comunidade Rhema, em Franco da Rocha (SP), está na mira da justiça brasileira por ter ligações com a Irmandade da Palavra da Fé (Word of Faith Fellowship), igreja investigada nos Estados Unidos por manter brasileiros como escravos.

A denúncia contra a igreja americana foi divulgada pela Associeated Press que teve acesso à investigação e pode conversar com alguns ex-membros das igrejas Ministério Evangélico Comunidade Rhema e da Igreja Ministério Verbo Vivo em São Joaquim de Bicas, na Grande Belo Horizonte.

As denúncias afirmam que jovens eram enviados para os Estados Unidos e lá tinham seus passaportes confiscados, trabalhavam arduamente e quase nunca recebiam pelos serviços, além de serem impedidos de se comunicarem com suas famílias e sofrerem agressões verbais e físicas.

Comunidade Rhema em Franco da Rocha (SP)

Em sua defesa, o ministério localizado em Franco da Rocha acusa ex-membros de mentirem e distorcerem os fatos, declarando ainda que os líderes da igreja americana são “pessoas idôneas”.

“Nenhuma pessoa que é abusada e escravizada, como querem fazer crer os comentários, continua a frequentar a mesma igreja por 20 anos”, declarou o comunicado da igreja, assinado por Juarez e Solange Oliveira e por Paulo e Alice Santos.

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A Igreja Verbo Vivo ainda não se manifestou, mas é investigada desde 2009 pelas autoridades brasileiras.

 

 

Veja a íntegra da nota do Ministério Evangélico Comunidade Rhema:

COMUNICADO AO PÚBLICO

Nós, os pastores do Ministério Evangélico Comunidade Rhema, estando chocados, consternados e entristecidos com os artigos recentemente publicados pela mídia, vimos esclarecer ao público que:

Conhecemos o ministério Word of Faith Fellowship na Carolina do Norte, EUA, há mais de trinta anos, bem como os seus pastores, com os quais temos fortes laços de amizade e por quem temos grande consideração. São pessoas idôneas, vivem o amor de Deus, mas são caluniadas ao tentarem ajudar pessoas.

Nós não toleramos e não permitimos nenhuma forma de abuso em nosso ministério. Os relatos publicados são porções de mentiras e fatos distorcidos.

Nenhuma pessoa que é abusada e escravizada, como querem fazer crer os comentários, continua a frequentar a mesma igreja por 20 anos. Ou, ainda, escolhe voltar 20 vezes ao lugar em que é supostamente abusada, como mencionado por uma jovem, entrando e saindo do país.

Queremos mais uma vez deixar registrado o nosso repúdio às declarações feitas por essas pessoas, que pretendem manchar a nossa reputação e o bom conceito de que gozamos em nossa região, perante diversas instituições com quem temos relações de colaboração e perante todos os nossos conhecidos e amigos.

Pastores

Juarez & Solange Oliveira e Paulo & Alice Santos

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