Por Francisco Vieira

O tema da reforma política voltou a ocupar os holofotes essa semana. Há anos se fala sobre isso no Brasil que nada mais é do que um conjunto de mudanças que pretende aperfeiçoar o sistema eleitoral brasileiro. Existem várias propostas elaboradas pelos mais diversos grupos. Algumas querem mudar radicalmente o jeito que as eleições são conduzidas. Agora a população que elege os parlamentares, assista atônita e confusa a discussão em volta do tema.

Existe consenso que algo precisa ser feito, porque o modelo partidário atual não funciona. Mais hoje a mensagem que vem do Congresso em Brasília gera mais dúvidas do que certezas.

Uma das principais propostas é pelo fim do financiamento empresarial das campanhas. Este modelo faliu o país e trouxe a tona os escândalos como o da Lava Jato. Por ele os partidos recebem doações de campanhas de diversas empresas. O famoso Toma lá, Dá cá. O modelo que está sendo discutido e pode ser aprovado até o mês que vem é que haja um financiamento público. Esta semana a comissão da Câmara aprovou dobrar o valor previsto de recursos públicos que serão usados para financiar campanhas eleitorais. Querem que seja instituído um Fundo Especial de Financiamento da Democracia, que em 2018 levaria R$ 3,6 bilhões do Orçamento da União. Isso mesmo, os políticos querem receber bilhões de dinheiro público para bancar suas eleições.

Outro ponto polêmico é criação de um modelo provisório que seria aplicado já em 2018, chamado ‘Distritão’. Nele são eleitos os que tiverem mais votos na lista aberta de candidatos. Não são levados em conta os votos do partido ou coligação. Na prática acaba-se com o voto proporcional e tudo vira uma eleição majoritária, como já acontece na escolha de presidente da República, governador, prefeito e senador.

Não faltam criticas a esse modelo, principalmente daqueles que dizem que o ‘Distritão’ enfraquece as legendas. Já os defensores querem acabar com os puxadores de voto, como Tiririca, e com o famigerado consciente eleitoral que faz com que as vezes o mais votado, acabe não sendo eleito.

Na verdade quando políticos falam em reformas o povo acha que algo vai mudar para melhor, mas a grande verdade é que esse é mais um meio de passar para população a ideia de que seus anseios estão sendo ouvidos. Porém quanta ingenuidade achar que políticos irão fazer uma reforma que os prejudique. Se são os donos do galinheiro, como esperar que abram espaço para outros pegarem os ovos? E tenho dito.

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