Por Pr. Jadhiel Costa 

Vivendo uma crise de identidade por Por Pr. Jadhiel Costa

“Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus e o que não serve”. Ml 3.18

O ser humano ao nascer, é constituído nele as digitais, o DNA, uma identidade, ou seja, esse ser humano terá suas próprias características, sua marca, isto a bem da verdade identifica-nos quem somos de fato. As digitais do ser humano, são únicas, não tem como ser iguais, uma identidade pode sim ser adulterada, falsificada, colocar foto. Através da identidade o ser humano pode ser aceito na sociedade, nas instituições, pode viajar, participar de faculdades, exercer sua cidadania o sufrágio. Pode-se então fazer uma afirmativa nesse contexto que, a identidade da um respaldo que define como único, o ser humano. Quando o ser humano passa a pertencer a qualquer grupo social, seja um sindicato, partido político, religioso, ele está empunhando parte de uma doutrina na qual ira defender, as vezes abre-se mão de sua própria identidade para escudar uma Bandeira em conjunto, por que possivelmente terá que passar a agir com o grupo, pensar como o grupo, viver como o grupo, assim sendo na oposição não será aceito como integrante desse grupo.

O Apóstolo são Pedro faz uma citação em sua carta I Pd 2.9 – “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. Indubitavelmente se queremos de fato, pertencermos a esta geração eleita, a nação santa da qual afirma o autor, a este povo adquirido de que somos verdadeiramente? Há uma necessidade que não se pode deixar de lado, precisamos ser diferentes dos que estão fora desse rol, dos mundanos, dos que não professaram sua fé em Cristo Jesus, é necessários que haja uma diferença para sermos reconhecidos com essas características citadas por Pedro. O homem ele é diferenciado pela sociedade em que vive por diversas formas, a própria bíblia classifica-os de: raças, tribos, línguas e nações. Em conformidade, há também uma identificação, pelos dialetos locais ou regionais, costumes, culturas, vestimentas, etc.

Teologicamente falando, o mundo tem que vislumbrar no povo que são cristãos, que experimentaram o novo nascimento, uma diferença radical de vida translúcida, como uma nação santa, povo realmente separado e com um diferencial em tudo, modo de vestir, de falar, de agir. Pertencer a um grupo eclesiástico, ser membro de determinada denominação, não faz essa pessoa um Cristão, é o mesmo caso de alguém ter um violão dos mais caros, não o torna um músico conceituado. O Apóstolo Paulo, mas uma vez em I Ts 5.23 nos afirma de forma categórica “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. Ser Cristão por sua vez é ser separado do mundo sistema e parecer-se com Cristo, andar como ele andou, buscar a perfeição mesmo sendo imperfeitos.

Ao discorrer sobre Crise de Identidade, de uma forma bem contundente, há de se notar que vivemos em uma chamada Pós-modernidade exacerbada que, onde a sociedade hodierna faz uma inversão de valores, os bons costumes são taxados como retrógrados, os padrões dos bons comportamentos dos cidadãos são jogados pelo ralo, e abre um leque em seus debates que, o cidadão vive como bem quiser, sem prestar contas do que faz ou não faz. Se formos voltar nas décadas de 80 e 90, veremos que havia uma diferença começando pelas vestes, existia pudor, havia uma marca, uma identidade, para uma distinção de pessoa para pessoa. Um exemplo era saber qual a classe social, classe econômica, até mesmo o nível de conhecimento, se leigo ou erudito, e quando apresento o quesito vestuário, não se resume somente nisto, nesta qualificação da identidade do ser humano, mas até mesmo a fala, o linguajar, se era o Doutor, um professor, ou se um bandido ou traficante (as Gírias), percebe-se notavelmente a diferença.

A crise de Identidade revela-nos o que há décadas passadas onde havia absolutamente limites nítidos e concretos, regras com padrões em seus procedimentos. O respeito mútuo começava pela vizinhança, reciprocidades de pensamentos. O que nesta pós-modernidade ficou na escassez. Já não existe mais esta diferença, diferença na vida comportamental. Essas mudanças aconteceram em todos os setores da sociedade, na vida afetiva, no casamento, valores que se perderam com o passar do tempo. Não pense que com essas mutações exacerbadas, não houve também mudanças na igreja de Cristo. Até parece que não é a igreja que está influenciando o mundo e sim ao contrário, o que a bem da verdade não era para ser, já não se observa mais com tantas mudanças quem serve a Deus e o que não serve. Percebe-se que nas décadas anteriores, havia certo respeito, limites com as crianças, adolescentes e jovens, por que na verdade pregava-se um padrão nos procedimentos diários, havia uma diferença comportamental, e com essa inversão de valores não existe mais essa diferença de comportamento e, isso de maneira coletiva. Essas mudanças que ocorreram nos últimos anos algo defendido pelos revolucionários e neoliberais, aconteceu em praticamente todos os seguimentos sociais. Mas uma coisa é certa o apóstolo Paulo faz outra citação que julgo boa para uma simples reflexão teológica e doutrinária em Gálatas 5.13 retrata sobre ir além dos limites postos pela liberdade cristã, liberdade cristã é uma coisa, mas libertinagem é querer viver ao seu bel prazer, sem leis, sem regras, sem limites, e é exatamente nesse contexto que mora o perigo da sociedade hodierna, a respeitabilidade deve ser seguida, o cidadão respeitando o outro, os filhos respeitando os seus pais e vice-versa, e deve ser cultivado, passado de pai para filho, pois o que vemos é a deterioração de famílias e da sociedade como um todo, atingindo assim de cheio os Cristãos, por isso deve-se atentar para fazer a diferença, e mostrar de que lado você está.

Deus quando fez o ser humano, não o fez como uma máquina que é programada aperta o play e pronto, Deus fez o homem com uma composição tricotômica, pois diante disso, a vida espiritual do ser humano, não esta na contramão, mas temos o livre arbítrio com regras a serem seguidas, ao que já está posto, estabelecido, o respeito mútuo, o conservadorismo não é retrógado, com isso, estamos diante da suprema vontade de nosso Senhor Jesus Cristo. Quando Pedro faz-nos uma citação em I Pe 1.15, “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; Santo em toda maneira de viver …” não estamos falando aqui simplesmente de um credo religioso, dogmas e doutrinas, mas da genuína palavra de Deus, por que a santificação é primordial para se diferente, Kadosh significa santo, em hebraico. É também a expressão utilizada para designar o nome de Deus dos judeus. Kadosh significa também algo sagrado, ou um indivíduo que foi consagrado perante outras pessoas, separado. Kadosh também aparece na Bíblia, no Novo Testamento. Em I Cor 6.12 temos algo relacionado ao livre-arbítrio, e a liberdade Cristã, “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma”. A Igreja do Senhor Jesus Cristo está na verdade andando na contramão do mundo, do mundo sistema, do mundo corrompido pela cultura do pecado. O que vemos na atualidade é cristãos que não querem renunciar os maus costumes do velho Egito, igualmente a nação de Israel no deserto em sua peregrinação, com saudades das cebolas do Egito, as cebolas do Egito (Mundo) só traz maus cheiros, odores horríveis, com consequências eternas, nas decisões de escolha. Esdras Afirma que o povo de Israel se contaminou com as culturas pagãs, vivendo a mistura efêmera do pecado, misturou a linhagem santa com os povos dessas terras! Israel por sua vez não dá muito crédito a ser separado das outras nações, queriam viver igualmente a elas, sem dá ouvido aos preceitos estabelecidos na palavra de Deus. O apóstolo João em sua primeira carta afirma: sabemos que somos de Deus e que todo o mundo está no maligno. O Apóstolo Paulo ao escrever uma carta aos irmãos de Filipos afirma:

“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”. Filipenses 4.8

Paulo nesse contexto está salientando que devemos ter compromisso com a verdade, ele fala de honestidade reverência de maneira tal, e o compromisso do Cristão acima de tudo deve ser com a boa fama, e não com a fama, e isto tem sido palpável ao nosso entendimento, nos dias atuais quantos tem tentado tomar o lugar do Cristo do Calvário, querer a glória para si, e não aquele que tem todo o poder nos céus na terra, e ressaltando ainda acerca do padrão no que diz a respeito de moralidade, em se tratando da maneira de pensar, a maneira de viver, para seguir realmente os padrões de Deus na sua íntegra, vem logo a mente do Cristão, cremos em um Deus que sobrepuja e é santo. Há bem da verdade, o ser humano ao nascer, não o título de Cristão, mas objetivamente e acima de tudo, vem de um contexto familiar, uma herança familiar, por essa razão, há uma necessidade primordial do aplicada em o novo nascimento e esse nascimento é espiritual, pois quando falamos de família, estamos falando de família de Deus, e qual é a maneira de pertencer a essa família? Indubitavelmente através do Novo Nascimento citado por João no Cap. 3.4,5 de seu livro. Portanto quando tratamos aqui de o novo nascimento, está patente em seu contexto, que fala de uma nova vida, uma nova pessoa, e essa pessoa que experimentou o novo nascimento, deve imitar a Cristo. Isto significa dizer, ser diferente, isto é, em tudo. Em suma, o viver do crente deve estar pautado em sua vida comportamental e transparência, concomitantemente para que a sociedade que está do outro lado, veja Cristo nele, e o nome dele de Jesus Cristo, seja reverenciado ante a sociedade, tendo em vista ser um desafio, uma batalha, no dia a dia do viver Cristão. Vou encerrar esta reflexão, com base em um texto que me chama muito atenção, em II cor. 5.17 onde o Apóstolo Paulo, mas uma vez faz uma citação de maneira contundente “se alguém esta em Cristo nova criatura é: as coisas velhas se passaram; eis que tudo se fez novo”. Quando se trata do cristão fazer a diferença, é óbvio que não está relacionado de coisa fácil, que se resolve em um abrir e fechar de olhos, do dia para noite, mas sim de um viver diário, cumprindo os preceitos estabelecidos na palavra de Deus, seguir o exemplo daqueles que fizeram história nessa trajetória, acima de tudo o exemplo de nosso Senhor Jesus Cristo o maior Mestre na história da humanidade. Que Deus vos abençoe Sempre. Amém!.

Referências Bibliográficas:

BÍBLIA de Estudos Plenitude, edição revista e Corrigida, 1995.

BÍBLIA de Estudos Pentecostal, Revista e Corrigida edição de 1995.

Charles Colson & Nancy Pearcey, E Agora como Viveremos? 2ª Edição 2000.

COTRIM, Gilberto, Fundamentos da Filosofia. São Paulo: Saraiva 1989.

Charles Colson & Nancy Pearcey, O Cristão na Cultura de hoje CPAD 2006

CHARTIER, Roger. A História hoje: dúvidas, desafios, propostas. 1994

HENEGRAFE, Hank. Cristianismo em Crise, Rio de Janeiro: CPAD, 1996.

HORTON Stanley M, Teologia Sistemática CPAD, 1996.

Pr. Jadhiel Costa Formado em Licenciatura Plena em Ciências da Religião, com Bacharel em Teologia, Especialista em Gestão de Instituição de Ensino, Atualmente Acadêmico de Direito pela Centro Universitário Unirg no 7º Período. Professor de Teologia, Pregador do Evangelho, Conferencista, com destaque nos estados do Tocantins, Pará, São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás. Coopera atualmente na Assembleia de Deus CiadSETA de Gurupi – TO na qualidade de 2º Vice-Presidente, com o Pr. Evaldo Teodoro Gomes 4º Vice-Presidente da Convenção Tocantinense CiadSETA, filiado na CGADB.

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