Da Redação JM Notícia

Enquanto centenas de cariocas participavam do “esfihaço” para apoiar um refugiado sírio que foi agredido em Copacabana, um grupo de cristãos se uniram para se manifestar contra muçulmanos na orla de Ipanema.

Com cartazes contra o alcorão e seus seguidores, cerca de 20 pessoas saíram às ruas vestidos de preto, cantando músicas que chamavam os muçulmanos de “assassinos”, “pedófilos” e “terroristas”.

“Alcorão: escola de assassinos, fora mal-omés”, dizia um cartaz. “Alcorão guia de estupros e assassinatos”, dizia outro. “O país é laico. Eu não sou terrorista. Sou cristã”, estava escrito em outro cartaz.

O jornal O Globo enviou o vídeo para a juíza André Pachá, que tem feito alertas sobre extremismo e intolerância religiosa nas redes sociais.

Pachá declarou que está chocada com o que viu. “Estou muito chocada que uma coisa dessas aconteça no Brasil. As pessoas perderam a vergonha”, declarou a juíza. “Os cartazes ofendem os princípios constitucionais de liberdade religiosa. Uma manifestação explícita de ódio, que impressionada ainda mais por ser de pessoas jovens”, completou.

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Uma das fotos dessa manifestação foi tirada pela educadora Débora Garcia que ficou intrigada com o que estava vendo. “Estranhei a quantidade de cartazes e o uniforme preto. Primeiro, achei que era em defesa de migrantes, estrangeiros. Depois, que vi que eram totalmente contra praticamente um pedido para que saiam daqui”, relatou.

 

Líder do grupo já foi preso por intolerância religiosa

Pelo escrito nas camisetas encontramos a expressão “Geração Jesus Cristo”, usada por um grupo que se manifesta na internet com palavras de ódio voltada principalmente para o sistema político.

O grupo defende a Bíblia e o fim da Constituição e prega que Jesus irá voltar ainda no século 21.  Eles são organizados pelo pastor Tupurani, autointitulado de “o último Elias”. Ele já foi preso em 2009 por intolerância religiosa, depois de atacar umbandistas ao lado de jovens da sua igreja.

Pelos vídeos postados por eles no Youtube, vemos que esta não foi a primeira passeata realizada contra muçulmanos.

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