Da Redação JM Notícia

Deputado Estadual Eli Borges (Pros)

A argumentação que aponta o condicionamento social das identidades masculina e feminina, conhecida como ideologia ou identidade de gênero, vai voltar a ser debatida na Assembleia do Tocantins. O assunto está em dois requerimentos do deputado Eli Borges (PROS) aprovados na ordem do dia vespertina desta quarta-feira, 16.

O deputado diz que pretende apurar suspeitas de descumprimento do Plano Estadual de Educação, que excluiu o tema da rede de ensino. Os requerimentos pedem informações para a Secretaria da Cidadania e Justiça sobre o programa “Caravana da Diversidade” e audiência pública para apurar supostas palestras sobre ideologia de gênero nas escolas públicas.

Ainda de acordo com Eli, a sexualidade humana só deve ser tratada como parte do conteúdo de biologia e, ainda assim, de acordo com a faixa etária dos alunos. O deputado afirma ainda que iniciativas que extrapolem esse limite representam intromissão do Estado em área de competência da família.

Caravana 

A Gerência de Proteção e Políticas da Diversidade Sexual da Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) está enviando aos municípios tocantinenses a Caravana da Diversidade Sexual. O anúncio foi feito pela superintendente da Juventude, Ricardo Ribeirinha, que explicou o objetivo do projeto que é envolver as comunidades escolares para acabar com o preconceito.

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Para a gerente de Proteção e Políticas da Diversidade Sexual da Seciju, Jully Anna Santana, “é preciso trabalhar o diálogo para que consigamos diminuir os índices de violência em detrimento do preconceito sociocultural contra esse público LGBT”.

No entanto, para o deputado estadual Eli Borges (PROS), o dinheiro público está sendo gasto para impor a condição de uma minoria.

“Não vejo caravana para combater discriminação de cor, raça ou religião, mas vejo dinheiro público sendo gasto para impor aquilo que a maioria decidiu que não quer ver tratado nas escolas, ideologia de gênero”, declarou o parlamentar através de uma nota.

“Escola é lugar de todos, e a única forma de não provocar questionamentos nem de grupo homoafetivo, nem de grupo heterossexual, é fazer a escola acontecer com isenção, ou seja, lá a sexualidade já é tratada na matéria de biologia que respeita as faixas etárias”, declarou. Com informações AL -TO

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