Da Redação JM Notícia

Entre os candidatos eleitos com maior número de votos em 2014 temos o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) que alcançou quase 400 mil votos em sua reeleição. Na Bahia temos o cantor Irmão Lázaro, que alcançou 161 mil votos.

Nos últimos anos a bancada evangélica da Câmara tem crescido e, é pensando neste crescimento, que os parlamentares estão empenhados na aprovação da reforma política que cria o “distritão”, onde apenas os mais votos assumem os cargos, sem que haja a proporcionalidade de votos que é uma regra atual.

Em entrevista à Folha de São Paulo, o deputado Hidekazu Takayama (PSC-PR), presidente da Frente Parlamentar Evangélica, disse que a meta para 2018 é superar 20% da Casa. “A maior parcela [dos deputados evangélicos] prefere o ‘distritão'”, declarou.

Para o presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Vida e da Família, pastor Alan Rick (PRB-AC), para quem a proposta “favorece o fortalecimento da representatividade popular”.

“Evangélico popular vai entrar de qualquer jeito”, diz Malafaia

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Há posições divergentes sobre o assunto. O deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF), que capitaneia a criação do Partido Republicano Cristão, e o pastor Everaldo, presidente do Partido Social Cristão, acham que o “distritão” terá impacto reduzido no bloco evangélico.

O pastor Silas Malafaia vai além:  “O evangélico que é popular não depende do ‘distritão’. Para ele tanto faz, vai entrar de qualquer jeito”, declarou.

Mas especialistas estão “com medo” do distritão exatamente porque ele pode crescer a bancada evangélica, temida por ser contra projetos sobre a imposição da ideologia de gêneros nas escolas, a legalização do aborto, das drogas e outras pautas progressistas.

“Os evangélicos levariam vantagem por serem conhecidos –incluindo aí as celebridades gospel e os televangelistas–, disporem de muitos recursos financeiros, de acesso facilitado a mídias eletrônicas”, disse o Ricardo Mariano, professor de sociologia da USP.

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