Pastor Renato Vargens 

Estou convicto que parte da igreja evangélica brasileira comumente tem se deixado levar por modismos. Sem sombra de dúvidas essa é  uma das características mais marcantes de uma igreja imatura teologicamente. Ademais, ouso afirmar que a igreja desse pais, devido a fraqueza bíblica de seus pastores tem sido levada com muita facilidade por ventos de doutrinas (Efésios 4:14).

Nessa perspectiva, quando surge uma nova “sacada” ou revelação, os pastores deste tipo de comunidade, rapidamente abandonam na esquina do esquecimento as revelações passadas em detrimento às novas.

Tem sido assim nas ultimas décadas. A Igreja passou por inúmeros “ventos” como a busca por dentes de ouro, cura interior, batalha espiritual, confissão positiva, teologia da prosperidade, quebra de maldição hereditárias e muito mais. No entanto, apesar de algumas destas doutrinas ainda serem fortes em alguns dos nossos arraiais, posso afirmar que aos poucos, parte deste comportamento teológico está sendo substituído pela teologia do “coaching”.

Há pouco, fique sabendo de um “coach” que está cobrando 6 mil reais por dois finais de semana com o objetivo de motivar tanto o pastor como a igreja que por motivos distintos foram vencidos pelo desânimo.

Diante do exposto, resolvo elencar sete motivos porque pastores e igrejas não devem aderir ao “coaching” teológico:

1- Por que as Escrituras devem ser a única e exclusiva forma de consolo, conforto, exortação, admoestação e motivação para o crente.

2- Pelo fato de que o “coaching” incentiva a prática de um evangelho humanista e antropocêntrico.

3- Pelo fato de que uma igreja não é um negócio, nem o evangelho um tipo de business e tampouco o crente um cliente que deve ser motivado a encontrar o caminho da felicidade,

4- Porque o “coaching” ensina que o homem deve ter fé em si mesmo, utilizando para isso técnicas humanas onde o indivíduo  é o centro de tudo

5-  Porque o “coach” em vez de expor as Escrituras, faz de suas pregações palestras motivacionais confundindo evangelho com empreendedorismo e Cristo com um guru motivacional.

6- Pelo fatos de que as técnicas motivacionais substituem de forma velada, a suficiência de Cristo e das Escrituras.

7- Pelo fato de que a teologia do “coaching” é mais um braço do pragmatismo religioso do nosso tempo onde em nome da felicidade do cliente se faz qualquer negócio desde que o objetivo seja atingido.

COMPARTILHAR

DEIXE UM COMENTÁRIO

Atenção: Os comentários são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Jornal.