Por Francisco Vieira Vieirinha

Uma questão que devemos nos perguntar é se habitualmente chegamos a conclusões na ausência de fatos concretos. Neste mundo conectado onde as pessoas não largam seus smartphones para nada, assusta a salada ideológica que permeia as redes sociais. Pode se dizer sem sombra de dúvidas que muitos tomam decisões influenciadas pelo que veem e leem no Facebook , nos grupos de whatsapp. Em grande parte não são mais os lideres religiosos, os patrões, os formadores de opinião que tem maior peso na decisão do voto. Hoje as pessoas pegam seus telefones e escolhem o que querem ouvir e acreditar, e desta forma tomam muitas decisões.

Nos EUA Barack Obama já tinha sido eleito em grande parte pela sua estratégia de alcançar eleitores pelas redes sociais. Mas a eleição do Presidente Trump trouxe um destaque ainda maior para importância do mundo digital nas eleições.

O cidadão comum tem ouvido com frequência o termo ‘fake news’ e muitos não imaginam que já são todos dias expostos a isso, sem nem ao menos perceber. É importante no momento atual saber que ‘fake news’ pode ser as notícias falsas, como as que se propagam nas redes sociais e fazem com que milhões de pessoas achem que seja verdade. E que o conceito de ‘fake news’ pode abranger ainda o viés ideológico de alguns dos órgãos da mídia, que escondem atrás das noticias suas preferências pessoais, corporativas, partidárias. O que assusta mesmo é que os difusores de ‘fake news’ se utilizam das próprias pessoas, para propagarem pelos grupos e redes sociais, suas mentiras e meia verdades.

O termo ‘fake news’ para nós aqui seria a ‘rádio peão’. Na política tocantinense as ‘fake news’ tem se espalhado como o fogo que queima o cerrado. Todo dia é um boato diferente. São tantos os candidatos a governador, senador e tantas as configurações de chapas, que a se confirmarem, podem levar até inimigos a estarem lado a lado ano que vem.

Francisco Vieira – Vieirinha

É o vale tudo para chegar ao poder. Não existe coerência. A classe política sempre usa expressões como “superar as diferenças para ajudar a população”, “pensar no povo” para justificar essas alianças. O eleitor quando chega época de eleição até se assusta em ver ferrenhos adversários, agora juntos elogiando um ao outro. Agora basta olhar democracias consolidadas como os EUA, onde existem dois partidos que se revezam no poder: Democratas e Republicanos. Lá não existe a menor possibilidade de um membro de um desses partidos apoiar o outro. As posições de cada um são bem definidas e a população conhece o ideário de cada partido e não admite coligações esdrúxulas como as daqui.

Quem viver verá o que 2018 pode trazer. E tenho dito.

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