“Temos como objetivo trazer uma nova tradução da Bíblia sem exclusão social, destacando a inclusão de negros homoafetivos, transexuais, travestis, pessoas com necessidades especiais e das mulheres no exercício ministerial da Igreja. Isso sem retirar ou acrescentar nenhum texto bíblico. “O objetivo é trazer uma leitura rápida, dinâmica e de fácil compreensão dos textos, aproximando o leitor a uma realidade sem exclusão”.

(Pastor Marvel Souza. Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=mdN1h8ivbrE).

Há poucos meses atrás, o Pr.Abílio Santana, posicionou-se com muita veemência e ousadia, numa contraposição à proposta da “Bíblia Graça Sobre Graça”, que tronou-se nada mais que um livro espúrio e apócrifo, de onde seus autores personalizam a Palavra de Deus que Ele a santificou (Provérbios 30:5,6; João 17:17). Os autores foram reacionários junto à justiça comum, acusando o Pr.Abílio Santana da prática de “calunia e difamação”. Porém, ele foi bastante firme e convicto em defesa dos Vernáculos das Escrituras, a quem presto minha admiração e apoio sobre sua refutação em defesa de nosso manual de regra, fé e prática da Igreja de Cristo Jesus, aos olhos e ouvidos daqueles, “que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade” – (2º Timóteo 3:7).

Na Verdade Estamos vivendo os tempos trabalhosos, em que os homens tem procurado nos ensinar errado o que Deus nos revela corretamente nas Escrituras da Bíblia. Entretanto, Deus é insondável, e o homem nada, absolutamente, poderia saber a seu respeito, se Ele não nos revelasse o necessário, em sua Palavra – (Rm.15:4). Buscando esta Palavra, o homem achará o que de Deus se pode saber com segurança sob a medida da Graça [Do heb. Hessed; do gr. Charis; e do lat. Gratia] mediante a fé – (Ef.2:8,9).

No dizer da teologia paulina: “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça seja mais abundante? De modo nenhum! Nós que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele? ” – (Rm.6:1,2). Graça significa primeiramente, favor, ou a disposição bondosa da parte de Deus. Alguém já definiu como a “bondade genuína e favor não recompensados”, ou favor não merecidos”. A questão é: “Permaneceremos no pecado, para que a graça seja abundante?”. A homossexualidade e todas as suas ramificações, é de fato, pecado. Por isso, devemos evitar certo mal-entendido. Graça não significa que Deus é de coração tão magnânimo que abranda a penalidade ou desiste dum justo juízo, como em seu julgamento final sobre Sodoma e Gomorra devastada com fogo por causa de suas práticas imorais, “e livrou o justo Ló enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis. Assim sobe o Senhor livrar da tentação os piedosos e reservar os injustos para o Dia de juízo, para serem castigados” – (2º Pe.2:7,9).

Então, sendo Deus o Soberano perfeito do universo, Ele não pode tratar indulgentemente o assunto do pecado, pois isso depreciaria sua perfeita santidade e justiça, até o seu perdão, baseia-se na mais rigorosa justiça. Ao perdoar o pecador, “Ele é fiel e justo” – (1Jo.1:9). E, ainda acrescenta… “vai-te, e não peques mais” – (João 8:11), ocasião em que Cristo tratou de problemas de ordem sexual ilícita, isto é, flagrante de adultério. Pelo que, Cristo também, é da seguinte defesa: …“Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne?” – (Mateus 19:4,5, ACF), observe: “os dois numa só carne”, com vistas à união entre o homem e uma mulher, e não o incentivo do casamento entre pessoas de mesmo sexo. Nesse interim, e em ocasião alguma do tempo, da história e dos séculos, “…a Escritura não pode ser anulada” – (João 10:35), e nem amordaçado o seu testemunho vivo e eficaz; mais deve-se aceitar a legitimidade das Escrituras como tal.

Todavia, a Graça não condena um coração contrito e arrependido que se volte às condições que Deus estabelece em sua Palavra. Contudo, as ideologias que se curvem diante da Graça, que a Bíblia mesma responde. A Bíblia comporta em seu bojo, a interpretação de si mesma, e seu texto requer uma aplicação funcional de quem ler e a examina com temor ao seu real autor, que está presente na Palavra, velando para cumpri-la naqueles que recebem de bom grado e, fé; sem falsifica-la, com o pretexto de “direito à fé” para condicionar a Bíblia aos seus experiencialismos, querendo assim, justificar esse tal pressuposto do “direito à fé”, rotulando-a de Bíblia sem preconceito, como se houvesse; para depois levar cativa a mente de muitos leitores em seus comentários de rodapés pseudo-cristãos, “por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo” – (Col.2:8), investido de um neo-modernismo teológico liberal gay inclusivo. Pelo que, muitos são os que pretendem explicar a Bíblia em seus rodapés. E, mesmo sabendo dos perigos, equívocos e distorções, ainda se dispõem a ir além do que está escrito.

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Entrementes, os comentários de rodapé, vêm tomando lugar de preponderância na compreensão bíblica dos brasileiros. Por isso, desejo enfocar alguns erros que comumente transformam os comentários de rodapé numa colcha de retalhos e um dos crescentes males da contemporaneidade:

  1. Os rodapés, que deveriam esclarecer o leitor sobre alguma dúvida, transformam-se em voz de defesa das denominações e dos formadores de opiniões personalizados como mestres e doutores.
  2. Os rodapés é a sua indiscrição em transformar a leitura bíblica em algo extremamente indutivo de particular interpretação.
  3. Os rodapés é a sua capacidade de querer explicar o inexplicável com notável incapacidade de demonstrar a humildade de quem não sabe qual seja os componentes envolvidos na hermenêutica e na exegese bíblica, quando desconsideram o fator determinante do significado a bem do texto exposto nas Escrituras.
  4. O quarto erro dos comentários de rodapés, é que interferem no espaço sagrado como se fosse um braço da inspiração. Se não escrevem com esta intenção é o resultado final quando caem nas mãos de leitores leigos.

Diante do que os mentores dos ensinos da homossexualidade, e do manual de orientação gay, deturpam a compreensão de textos da Bíblia. De maneira que, se as pessoas individualmente não crêem em Cristo e em sua Palavra como registradas na Bíblia, estão condenados a permanecerem sob a ira de Deus eternamente.

Além do mais, já se houve em debates e seminários por eles desenvolvidos, de se apropriam do trecho de Eclesiastes 4:9-11, para servir como uma aprovação do homossexualismo, mais, em nenhum momento se falou nesse texto bíblico citado, em contatos sexuais. No trecho, dois, significa amizade, cooperação, ajuda mútua. Em vez de discórdia enraizada na inveja; a saber, que, a cooperação produz sucesso e fornece proteção contra a cobiça.

O que acontece ao homem deixado na sua própria concupiscência é amplamente demonstrada em Romanos 1:24-32. Inclui a imoralidade sexual (24-25), o homossexualismo generalizado (26-27) e a devassidão moral total (28-32). O último passo neste carnaval de libertinagem é o louvor público para quem pratica estas coisas (32).

Assim podemos ver porque estamos onde estamos nos dias de hoje. O homossexualismo, junto com outros pecados, é condenado por Deus, mas praticado e apoiado mais e mais por uma humanidade corrupta, rapidamente correndo para o julgamento divino para receberem o último sermão condenatório de Deus naquele grande dia, se não houverem se arrependido antes (Lc.13:3).

Na época da Lei, o homossexualismo era considerado como abominação perante Deus e ofensa digna de morte (Lv.18:22; 20:13). Paulo não é mais brando ao tratar este assunto. O homossexualismo traz conseqüências físicas e espirituais (Rm.1:27), quem o pratica não há de herdar o reino de Deus (1º Cor.6:9-10) e quem nisso permanece há de sofrer toda a penalidade da lei de Deus (1º Tm.1:9-10) ou seja, a morte física e espiritual que leva à separação eterna¹.

Com uma neo-ortodoxia de eixegese descabida, usam versículos seletivos mal interpretados. E, “entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração; os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza.” – (Ef.4:18,19). Dai, partem para o intento de querer “provar” que o certo e o erado é questão de gosto. Passam a insinuar que Davi tinha um relacionamento homossexual com Jônatas. Contudo, em 2º Samuel 1:26, não há nada que sugerem um relacionamento homossexual. O que de fato existia, era o amor fraternal e companheirismo mesmo na adversidade; isto sim, mas de paixão erótica, nada. Interessante que é justamente acerca de Davi que inventam esta estória! É fato conhecido que o ponto fraco de Davi, era as mulheres e não homens!

Dai eles questionam… Ora, duas pessoas que se amam não deveriam se comprometer uma com a outra? Certamente, e as pessoas fazem isso o tempo todo. Mas não necessariamente chamamos isso de casamento. Existem muitos tipos de compromisso amoroso que não o casamento. Amigos estão comprometidos uns com os outros, um pai está comprometido com um filho e/ou filha, e os avós estão comprometidos com os netos. Todos esses exemplos são formas de amor. Todos eles exigem compromisso. Nenhum desses compromissos é casamento.

Segundo afirmam os autores da Bíblia Graça Sobre Graça, o ponto de partida que os motivou às suas exposições favoráveis à inclusão da homo-afetividade em suas denominações, foi o que disse Pedro: “E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo” – (Atos 10:34,35). Perfeitamente, segundo esta ótica bíblica, Deus de fato, não faz distinção e/ou acepção entre as pessoas, Ele aceita a todos, mas isso não quer dizer que ele aprove a intimidade de suas práticas. Porém, os quer transformá-los em uma nova criatura rompendo as intempéries da incredulidade e da dúvida, diante dos impossíveis para o homem, sobre o que é possível para Deus tendo em vista uma nova esperança, o qual “quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade” – (1º Tm.2:4).

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Enfim, Deus ama os homossexuais, os efeminados, e os sodomitas, mas não que eles permaneçam assim; pois, Ele abomina a prática de tais comportamentos. “E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus” – (1Cor.6:11). O amor dEle é de tal maneira, que “Deus não está tão interessado em mudar circunstâncias, como em transformar vidas”. Por isso a Bíblia deve ser de inteira aceitação, sem que se deturpem sua composição textual nas interpretações. Pelo que, na inspiração Deus direcionou os autores da Bíblia a escreverem as palavras que Ele desejou, e eles escreveram sem erros. Na sua inerrância, a Bíblia é isenta de erros em tudo o que comunica. E, em sua iluminação (revelação), o Espírito de Deus traz uma compreensão individual àqueles que estudam a Bíblia. Esta é a razão “porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade” – (2º Cor.13:8). Lembremos, pois, que, durante o último século, vários apologistas se levantaram em defesa da inspiração e/ou inerrância das Escrituras, em resposta às universidades e aos seminários inspirados no iluminismo que tem procurado questionar, problematizar e desconstruir as declarações da Bíblia.

Impérios levantam-se, caem e são esquecidos – Ela resiste.

Dinastias se sucedem – Ela resiste.

Reis são coroados e destronados – Ela resiste.

Imperadores decretam seu extermínio – Ela resiste.

Desprezada e despedaçada – Ela resiste.

Tempestades de ódio rugem ao seu redor – Ela resiste.

Os ateus lançam vitupérios sobre ela – Ela resiste.

Os agnósticos sorriem cinicamente – Ela resiste.

Ímpios profanos escarnecem dela – Ela resiste.

A descrença a abandona – Ela resiste.

Críticos eruditos negam a sua inspiração divina – Ela resiste.

Relâmpagos de ira dão contra ela – Ela resiste.

Uma bigorna que já quebrou um milhão de martelos – Ela resiste.

Labaredas se inflamam ao seu redor – Ela resiste.

As setas do ódio caem sobre ela – Ela resiste.

O radicalismo grita e se enfurece – Ela resiste.

O nevoeiro dos sofismas a encobre por um tempo – Ela resiste.

A mó do tempo corrói, mas não a destrói – Ela resiste.

Infiéis prevêem seu abandono – Ela resiste.

O progresso tenta diminuir o seu valor – Ela resiste.

Os devotos da insensatez a condenam – Ela resiste.

Ela é a rodovia que Deus construiu para nos levar ao Paraíso.

Ela é a luz que ilumina o nosso caminho numa noite escura.

Ela leva o homem de negócios à integridade e retidão.

Ela é o grande consolador na hora da aflição.

Ela desperta homens e mulheres entorpecidos pelo pecado.

Ela responde a todas as grandes questões da alma.

Ela resolve todos os grandes problemas da vida.

Ela é uma fortaleza sempre atacada, mas nunca conquistada.

Sua sabedoria é grandiosa e a sua lógica, convincente.

Salvação é a sua senha. Vida eterna, a sua meta.

Ela destrói todo o engano.

Ela olha para frente, para fora e para o alto.

Ela é mais duradoura, vai mais alto, ama mais, é superior,

ultrapassa e tem maior alcance que todos os outros livros.

Confie nela, ame-a, obedeça-lhe, e a vida eterna será sua.²

Pelo Prof. Pr.Gutemberg Pimentel.

Assembleia de Deus do Ministério da CIADSETA-TO.

 

 

 

BIBLIOGRAFIA:

  • ALMEIDA, João Ferreira. Revista e Corrigida. Bíblia de Estudo – Palavras Chave – Hebraico e Grego. Exegese, estudos bíblicos, homilética, 2ª reimpr. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.
  • ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico – Nova edição revista e ampliada, 21ª impr. Rio de Janeiro: CPAD, 2000.
  • ANKERBERG, John, e Dillon Burroughs. Como Saber se a Bíblia é Verdade? 1ª ed. São Paulo: Holy Bible Ltda, 2010.
  • DOBSON, James. Em Defesa do Casamento – um plano de ação para a preservação da família, 1ª reimp. São Paulo: Editora Vida, 2011.
  • LAHAYE, Tim. Temperamentos Transformados, 32ª ed. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 2008.
  • MARKOS, Louis. Apologética Cristã para o Século 21, 1ª ed. Rio de Janeiro: Central Gospel, 2013.
  • PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia, 22ª impressão. São Paulo: Editora Vida, 1995.
  • STEIN, Robert H. Guia Básico de Interpretação da Bíblia, 2ª ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2000.
  • ¹Disponível em: http://eunaoquerosergay.blogspot.com.br/2011/07/o-homossexualismo-segundo-palavra-de.html.
  • ²TRASK, Thomas E. & Goodall, Waide I. De Volta Para Palavra. 1ª ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001.

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