Da Redação JM Notícia

Na manhã desta segunda-feira, 18, o site JM notícia veiculou uma possível aliança entre o ex-governador Siqueira Campos e o atual governador Marcelo Miranda, visando andarem juntos em 2018.

Por meio de carta, ex-governador Siqueira Campos afirmou que dizer que ele possa fazer uma aliança política com o atual Governador Marcelo Miranda, é desconhecer a história política do Tocantins ou querer colocá-lo em situação que o desfavoreça e ao Governador Marcelo Miranda e reiterou que não há nenhuma ação no sentido de se realizar alianças entre ambos.

“Vejamos, desde 1988, quando disputei a primeira eleição para Governador do Tocantins, sempre enfrentei o PMDB. E foi assim em 1994, 1998, 2006 e 2010. Creio estar perfeitamente clara a minha linha e coerência”.

DESAVENÇA

O ex-governador Siqueira Campos, ex-aliado de Marcelo Miranda, lembrou que não está filiado a nenhum partido político e que o tempo se encarregou de extinguir qualquer desavença pessoal contra Marcelo Miranda, no entanto, no campo político ele afirmou que se mantém fiel aos mesmos ideais.

SENADO

Siqueira Campos disse ainda que, se estiver em boas condições de saúde, poderá colocar o seu nome à disposição do povo tocantinense para disputar uma vaga ao Senado: “entendo, que com minha experiência, poderei seguir dando minha contribuição ao Estado que ajudei a criar, implantar e consolidar”, disse Campos.

Críticas à Amastha

Tecendo duras críticas ao prefeito de Palmas, Carlos Amastha, Siqueira Campos relembrou que o prefeito Amastha que se diz combater à velha política, em 2010, apoiou abertamente o então candidato à reeleição ao Governo do Estado pelo PMDB, Carlos Henrique Gaguim. “O mesmo Carlos Gaguim que hoje defende uma Emenda Constitucional para que o atual Prefeito de Palmas não possa ser candidato a Governador ou a Senador, Emenda que não tem o meu apoio”, disse Siqueira Campos.

Carlos Amastha, prefeito de Palmas

Siqueira citou que no congresso do PSB no último dia 17, onde Amastha foi lançado pré-candidato a governador, o partido recebeu velhos nomes da política tocantinense e que inclusive, exerceram cargos em outros governos “Vejo que o partido [PSB] se reforça, agora recebendo a filiação do ex-deputado Junior Coimbra, que já foi líder do Governo Marcelo Miranda na Assembleia Legislativa. Partido que já tem o deputado Ricardo Ayres, também ex-secretário da Juventude do atual Governador. Assim como o PSB detém dois ex-secretários de meu último Governo, o professor Danilo de Melo e o deputado Alan Barbiero”, elencou.

Senhor Prefeito e Convencionais,

Me utilizo deste meio apenas para colocar e esclarecer a minha posição, em virtude de ter visto o meu nome citado sobre uma eventual aliança, visando reforçar certos argumentos em uma campanha eleitoral que ainda falta um ano para acontecer, mas que parece já ter começado.

Dizer que posso fazer uma aliança política com o atual Governador é desconhecer a história política do Tocantins ou querer colocar-me em situação que pretenda desfavorecer a mim ou ao atual Governador, tendo em vista a total ausência de tratativas neste sentido, seja por mim ou por terceiros. No entanto, tenho certeza que este não é caso do Prefeito.

Vejamos, desde 1988, quando disputei a primeira eleição para Governador do Tocantins, sempre enfrentei o PMDB. E foi assim em 1994, 1998, 2006 e 2010. Creio estar perfeitamente clara a minha linha e coerência. Recordo aos atuais líderes do PSB, que em 2010, o atual presidente da sigla e hoje Prefeito da ossa Capital, apoiou abertamente o então candidato à reeleição ao Governo do Estado pelo PMDB, Carlos Henrique Gaguim. O mesmo Carlos Gaguim que hoje defende uma Emenda Constitucional para que o atual Prefeito de Palmas não possa ser candidato a Governador ou a Senador, Emenda que não tem o meu apoio.

Como podem perceber sempre mantive o meu lado político, a minha coerência e trajetória. O mesmo eu poderia dizer em relação ao quadro nacional, sempre apoiei as candidaturas que entendia melhores para o nosso País, sem buscar aproximação com aqueles que sempre foram adversários históricos do meu pensamento político.

Por isso, peço que excluam meu nome quando os assuntos forem especulações infundadas, pois como mostra a história, não sou eu quem faz e desfaz alianças atingindo a honra, xingando adversários, para depois mudar de posição em virtude de novas conjunturas. Receber apoio sempre é importante e engrandece qualquer candidatura. No entanto, é necessário respeitar o direito de todos, sem que mereçam rótulos ou conjecturas que não guardem relação com a realidade.

Quando a sua Excelência, o Prefeito de Palmas, esteve em minha residência, o recebi com toda a educação, assim como fiz com os senadores Ataídes de Oliveira, Kátia Abreu e Vicentinho Alves, todos nomes que já foram ou são cogitados como concorrentes ao Palácio Araguaia. E a todos dispensei a mesma recepção com a deferência e gentileza que merecem pelos cargos que ocupam e pelo que representam para o Tocantins.

Saúdo os convencionais do PSB e ressalto o quanto é importante o exercício da Democracia e eventos como o do último domingo, 17, servem para reforçar esse movimento que precisa sempre ser aperfeiçoado. Quando vejo a sigla PSB me recordo de amigo de longa data, contemporâneo de Congresso Nacional, Miguel Arraes, que fez nascer o PSB para o Brasil a partir de Pernambuco, terra de origem de meu pai e da família Siqueira Campos.

 Se no momento oportuno estiver em boas condições de saúde, posso colocar meu nome à disposição do povo tocantinense para disputar uma vaga ao Senado, pois entendo, que com minha experiência, poderei seguir dando minha contribuição ao Estado que ajudei a criar, implantar e consolidar.

Desejo que o atual prefeito da cidade que tive a honra de fundar e construir as grandes obras que nela existem, que continue com sua administração, pois há muito trabalho a fazer e é isso que o povo dessa cidade espera.

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