Da Redação JM Notícia

Os pais de alunos da rede pública municipal de ensino de Palmas resolveram declarar apoio aos professores grevistas da capital. A greve já dura há 18 dias e sete professores iniciaram greve de fome esta semana.

Para isso, uma manifestação com a presença de pais e alunos acontece agora em frente a prefeitura de Palmas. Segundo informações apuradas pelo JM Notícia os pais e alunos cobram ensino de qualidade e o pagamento das progressões, as titularidades, os retroativos, a data-base dos servidores da educação, além da eleição de diretores, o direito de reposição e o não corte do ponto.

Denúncia

Nesta quinta-feira, 21, os vereadores Léo Barbosa, Lúcio Campelo, Milton Neris, Rogério Freitas e Júnior Geo estiveram apurando suposta denúncia de que funcionários da Prefeitura estariam dando aulas no lugar dos professores grevistas.

“É um absurdo”, declarou Léo Barbosa que é vice-presidente da Câmara Municipal. Os vereadores conversaram com a diretora e ela disse não saber de onde vieram os profissionais, nem sabia afirmar se eles tinham a formação necessária para dar aulas.

“Isso tudo é muito preocupante, pois o diretor não sabe quem está na sala de aula cuidando dos filhos dos palmenses”, declarou o parlamentar.

Eli Borges

O deputado Eli Borges esteve na Câmara Municipal para ouvir os professores grevistas e defendeu o diálogo entre a classe e a prefeitura da capital.

“Na democracia há uma coisa que nunca pode faltar que é o diálogo, mesmo quando todas as possibilidades se esgotam ele tem que continuar existindo”, declarou.

Eli Borges espera a compreensão por parte da Prefeitura e da totalidade da Câmara para que o problema seja resolvido. “Eu sou solidário a este movimento”, disse o parlamentar.

Direitos

Os grevistas cobram o recebimento de direitos assinados em 2015, quando a Prefeitura se comprometeu em realizar diversos alterações em prol da Educação, apesar do documento assassinado, a Prefeitura de Palmas se nega a negociar com os professores e o acordo proposto não foi aceito pela classe que é representada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Tocantins (Sintet).

Prefeitura de Palmas

Ao se pronunciar nesta terça-feira, 19, pela primeira vez sobre a greve dos professores,  o prefeito de Palmas, Carlos Amastha, pediu aos pais que levem os filhos para a escola e aos professores grevistas que retornem para sala de aula, pois não existe base legal que sustente o movimento. 

Amastha disse ainda durante coletiva à imprensa, que “ninguém vai negociar absolutamente nada em uma greve que foi declarada ilegal 24 horas depois de ter sido deflagrada”.

Para conter a greve dos professores, o prefeito propôs contratação de mais de 500 profissionais temporários para as unidades escolares.

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