Da Redação JM Notícia

A OAB-TO (Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins) se colocou à disposição dos professores e da Prefeitura de Palmas para mediar a greve que passou de 20 dias. Nesta segunda-feira (25) aconteceu uma reunião da comunidade escolar no MPE (Ministério Público Estadual) com representantes da comunidade escolar, gestores públicos e entidades de defesa dos direitos da criança e do adolescente para debater os impactos da paralisação na qualidade da educação ofertada aos alunos.

O presidente da OAB-TO, Walter Ohofugi, destacou que é preciso acabar com a greve para que as aulas sejam retomadas. “Conclamamos a responsabilidade de todos os atores envolvidos para que ocorra um acordo e a greve seja suspensa, com as aulas retomadas. Defendemos que seja construído um calendário no qual os professores façam a reposição das aulas que paralisaram”, disse ele.

A presidente da Comissão OAB Vai à Escola, Laudineia Nazareno, e a presidente da Comissão de Direitos Humanos, Nayara Gallieta, e a vice-presidente, Verônica Salustiano também estiveram presentes nessa reunião.

Laudineia destacou que os estudantes estão sendo prejudicados pela falta de professores, sendo que estes estão lutando por seus direitos legais e legítimos. Eles se preocupam principalmente com a reposição das aulas que foram perdidas nesses tempos de greve.

Estamos com alunos, crianças e adolescentes, sem aula. A reposição precisa ser adequada e feita pelos professores que estão em greve, que são os servidores habilitados para ministrar as aulas. Precisamos que haja diálogo o mais rápido possível entre as partes”, ressaltou ela.

Não-professores dando aula

Outro ponto da reunião foi sobre a denúncia de que não-professores foram remanejados de outras secretarias da Prefeitura para substituírem os professores em salas de aulas.

Já a promotora de Justiça Zenaide Aparecida da Silva, que atua na área da proteção e da defesa de crianças e adolescentes, explicou que instaurou, dia 13 deste mês, inquérito civil para apurar os impactos da greve na qualidade da educação. Além de ouvir a comunidade na audiência pública, ela realizará inspeções nas escolas municipais a partir da próxima quinta-feira, 28, para complementar o levantamento das informações.

Nessas inspeções, será analisada a repercussão da greve em cada unidade escolar, já que a adesão dos professores se deu em proporções diferentes. A primeira vistoria ocorrerá na Escola Municipal Anne Frank. A OAB seguirá acompanhando todo o processo.

Mais de 50 pessoas puderam falar nesta reunião, incluindo pais de alunos que foram prejudicados com a greve dos professores. Muitos deles disseram que a direção das escolas entrou em contato confirmando que professores substitutos estariam em sala e que os alunos que faltassem seriam prejudicados.

 

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