Da Redação JM Notícia

A violência contra a mulher na internet é praticada, na maioria dos casos, por pessoas próximas. Foto: Pixabay

Na manhã desta quinta-feira (28) a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher promove um debate sobre o tema “Mulheres, violências e mídias sociais: como prevenir e combater crimes de ódio contra as mulheres na internet?”.

As deputadas que convocaram a audiência estão preocupadas em como combater o crime contra mulheres praticados na internet.  “Com a internet, novas modalidades de crimes contra as mulheres são praticadas todos os dias. As redes sociais se tornaram um mecanismo de reprodução de violência e perturbação contra as mulheres, expondo publicamente seus dados e sua intimidade”, alertam as parlamentares Ana Perugini (PT-SP), Laura Carneiro (PMDB-RJ) e Erika Kokay (PT-DF).

Segundo dados da pesquisa “Da impunidade à injustiça”, da Association for Progressive Communications, mulheres entre 18 e 30 anos são as mais vulneráveis aos crimes virtuais, sendo que em 40% dos casos o agressor é conhecido da vítima e 11% das ocorrências acabaram em violência física.

“O ponto em comum entre todos os países pesquisados é que em nenhum deles há leis, políticas ou pessoas preparadas para lidarem com esse tipo de crime e protegerem as mulheres”, ressaltou a deputada Perugini.

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Outro dado trazido por elas é da Organização das Nações Unidas que estima que 95% de todos os comportamentos agressivos e difamadores na internet tenham mulheres como alvos. “Esses crimes realizados no âmbito da internet têm abrangência negativa que ultrapassa qualquer barreira territorial e seus efeitos devastadores acompanham a vítima para o resto de sua vida”, disse a deputada ao defender a importância deste debate.

A audiência pública convidou para o debate as seguintes personalidades: a professora da Universidade de Brasília (UnB) e coordenadora do Projeto “Escola de App: Enfrentando a Violência online contra meninas”, Janara Sousa;  a professora da Universidade Federal do Ceará e autora do Blog Escreva Lola Escreva, Lola Aronovich; a delegada de Polícia Federal Diana Calazans Mann; e a coordenadora de serviço de orientação para meninas e mulheres que sofreram violência na Internet da ONG SaferNet, Juliana Cunha.

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