Da Redação JM Notícia

Contracheque de um professor de Palmas que ficou 20 dias de greve

Ao contrário do que pediram os grevistas, o prefeito Carlos Amastha (PSB) resolveu cortar os pontos dos professores que ficaram 20 dias de greve e, por conta disto, o salário pago em outubro foi de alguns centavos para muitos educadores.

Circula pela internet o holerite de um professor de 40 horas semanais com o salário de R$ 2.298,80 para 30 dias trabalhados. Com o desconto dos 20 dias de greve, mais outros descontos, o salário líquido do profissional foi de R$ 0,31 (trinta e um centavos).

Esse não é um caso isolados, todos os professores que participaram da greve tiveram os dias descontados da folha de pagamento, recebendo valores baixos que os impedirão de sustentar suas famílias nesse mês.

Prefeito havia informado sobre o corte

Quando anunciou a decisão sobre a greve, o prefeito de Palmas deixou claro que não iria pagar os dias dos professores grevistas. “Como a sociedade julgaria um prefeito que paga quem não trabalha. É uma responsabilidade com o dinheiro de todos nós. Como vamos pagar quem não está trabalhando?”, disse ele à imprensa.

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O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Tocantins (SINTET) estava ciente da decisão de Amastha, mas não aceitou que o prefeito ignorasse a greve de fome de 7 trabalhadores que exigiam para que ele revisse o corte de ponto.

Durante os 22 dias de greve, a principal reclamação do Sindicato e dos professores grevistas foi a falta de diálogo com a prefeitura. Os professores entraram em greve buscando o recebimento das progressões, das titularidades, dos retroativos, da data-base, além da eleição de diretores, do direito de reposição e do não corte do ponto.

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