Da Redação JM Notícia

Conforme informado com exclusividade pelo site JM Notícia, o prefeito Carlos Amastha (PSB), terá a sua base reduzida na Câmara de Palmas. O presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, vereador Diogo Fernandes afirmou em entrevista ao JM Notícia que deixou a base aliada do Governo de Carlos Amastha declarando as razões, e afirmou que seguirá o mandato de forma independente.

Entre as razões reveladas, o parlamentar citou a falta de diálogo com o Executivo,. Segundo Fernandes, vários projetos de seu grupo político foram rejeitadas pelo Prefeito Amastha. “Minha permanência na base era na tentativa de ajudar a implantar alguns projetos do meu grupo político nas políticas públicas do município. Mas, esse governo afirma que não precisa das ideias, de projetos de ninguém, porque as dele são as melhores do mundo“, desabafou o parlamentar.

Fernandes quem também é empresário, disse ainda que, tentou se manter na base  sempre pautado pela coerência e bom senso, e citou o episódio da construção do Shopping a Céu Aberto na avenida Tocantins em Taquaralto, que foi alvo de vários questionamentos por parte dos empresários e também pelo Tribunal de Contas. Para Fernandes, o Prefeito “matou a Avenida Tocantins” e não aceitou sugestões.

Vereador Diogo Fernandes anuncia rompimento com Amastha e critica falta de diálogo

“Me posicionei contra o governo naquela ocasião, mesmo sendo base, porque entendo que ninguém foi eleito para ser base ou oposição, mas sim para representar suas bandeiras para qual foi eleito”, disse Diogo Fernandes.

Greve da Educação

O parlamentar citou também a greve da educação que teve início no dia 05 de setembro.  Os profissionais reivindicavam o cumprimento da data-base, retroativos, progressões, titularidades e Plano de Cargo, Carreira e Remuneração em dia.

Diogo Fernandes que se posicionou na oportunidade a favor dos servidores da educação no plenário da Casa de Leis, questionou Amastha pelo whatsapp quanto aos direitos dos servidores da educação, o que desagradou o prefeito, logo em seguida, ele deixou o grupo dos vereadores governistas.

“Ele não respeitou a liberdade de expressão e o direito à greve dos professores[…] não poderia compactuar com isso”, disse Fernandes.

Emenda para educação

Outro imbróglio envolvendo o parlamentar e a gestão, foi o veto ao projeto de Fernandes que criava uma ação no orçamento para receber R$ 2 milhões frutos de uma emenda da senadora Katia Abreu que seria destinada à educação do município.

“Ele vetou uma emenda que fiz no orçamento, votado e aprovado por unanimidade pela Casa.  Esses recursos de R$ 2 milhões era fundamental para a implementação das escolas de Tempo Integral Fidêncio Bôgo e Agrotins”.

Independente

Ao JM Notícia, Fernandes disse que apesar de sua saída da base, o parlamentar declara não levar essa diferença para o lado pessoal. “Continuo na torcida para que Amastha faça um bom governo, mas continuarei com meus questionamentos quando  for preciso, ainda que ele não goste“.

Bloco de Independentes/Oposição

Com a saída da base, Diogo Fernandes (PSD) passa a integrar o bloco de oposição/independentes composto pelos vereadores: Léo Barbosa (SD), Rogério Freitas (PMDB), Lúcio Campelo (PR), Milton Neris (PP), Júnior Geo (PROS), Vandim da Cerâmica (PSDC), Filipe Fernandes (PSDC) e o vereador Ivory de Lira (PPL), que está licenciado da Câmara para assumir mandato de deputado estadual.

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