Por Francisco Vieira Vieirinha

Existe uma grande diferença entre ensino e treino. Alguém pode passar meses sendo ensinado como se dirigi um carro, mas se não partir para prática e começar a treinar nunca vai conseguir dirigir. A mesma reflexão serve para analisarmos o momento pela qual o país passa. Do que adianta existir lei da ficha limpa, lei da delação, lei disso e lei daquilo, se na prática os corruptos continuam quase todos soltos e nada muda?

Para mudar a nação é preciso começarmos mudando nós mesmos. Agora o que ocorre é que os erros do passado tem nós alcançado. Décadas de falta de investimento em educação, saneamento, saúde etc, resultaram no caos que se vive hoje. Uma rápida olhada no noticiário econômico desta semana revela que a economia americana cresceu, o desemprego está na casa dos 4%. No Japão o primeiro ministro foi reeleito graças ao crescimento econômico. O mesmo pode ser dito de vários países. Enquanto isso aqui no Brasil os serviços públicos só pioram, a saúde continua na UTI, a insegurança aumenta, obras de infraestrutura não existem.

Os líderes de uma nação fazem com que seus atos afetem o povo. Como disse o sábio Rei Salomão:  “Quando os justos governam, alegra-se o povo; mas quando o ímpio domina, o povo geme” (Provérbios 29:2). O povo Brasileiro tem gemido de sofrimento. As crianças sofrem a violência causada pelos desajustes sociais, pela falta dos pais, os jovens não tem emprego, os pais de famílias não tem uma casa digna para viver. Por todos os lados pessoas angustiadas, ansiosas, com medo do futuro. Até os ricos sofrem. Quantas pessoas governadas por estilos de vida que não fazem bem. Governados por dinheiro, medicação, por moda, por pressão de amigos, por esporte.

A maioria dos políticos vive uma realidade paralela. Eles protegem uma imagem que criam para parecer ser o que não são. Há uma diferença entre desejar andar corretamente e ter habilidade para fazer isso. Se dependesse só do nosso desejo, seríamos o melhor cristão do mundo. Mas é preciso algo mais profundo que isso. O que será?

O ser humano sabe se fechar para aquilo que incomoda e que não quer ouvir. Nós aprendemos isso ainda crianças quando nossos pais estão nos dando uma lição de moral ou brigando por algum ato ou crença errada nossa. E nós fingimos que estamos concordando e ouvindo, mas na verdade entra por um ouvido e sai pelo outro. Os políticos parecem que são assim. Só ouvem o que querem ouvir. Não estão nem aí para o clamor da população.

A grande verdade é que cansa falar e ouvir todo dia que precisamos mudar nossa atitude e escolher candidatos honestos e competentes. Será que a gente quer mesmo isso? De que adianta se indignar com os milhões de reais encontrados no apartamento, se no fundo talvez a maioria desejasse mesmo era ser dono de todo aquele dinheiro? E tenho dito.

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