Da Redação JM Notícia

Carl Lentz, pastor da igreja Hillsong, falou sobre envolvimento com política Foto: Reprodução

Lideres das maiores igrejas evangélicas e católicas tem defendido no Brasil, que a Igreja precisa se envolver na política, e eleger representantes em todas as esferas do poder legislativo, executivo, e com isso, participar ativamente das decisões políticas e administrativas que envolvam o país.

Pastor José Wellington Bezerra da Costa, ex-presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), e o Bispo Manoel Ferreira, presidente da Convenção Nacional das Assembleias de Deus Madureira (Conamad), são exemplos de lideres que defendem abertamente a eleição de representantes evangélicos, com ênfase maior, na Câmara dos Deputados.

Pastor defende

Seguindo essa mesma linha de pensamento, o pastor da Hillsong, Carl Lentz, defendeu que a Igreja se envolva em discussões políticas, já que, como declarou ao canal de televisão norte-americano ABC, “a política afeta o que acontece na vida das pessoas e a igreja é sobre pessoas”.

A declaração veio durante entrevista no programa The View no último dia 30. Ele comentou sobre a dificuldade que há na separação entre Igreja e Estado nos países laicos, mas que essa divisão não significa proibição em comentar sobre o assunto.

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– Pode acreditar que nós vamos falar sobre política. Jesus veio para acabar com a norma política vigente. E, como cristão, acredito que nós devemos falar diretamente sobre o que os políticos estão fazendo, sobre o que nos afeta dentro das igrejas – defendeu.

Lentz ainda explicou que, apesar de acreditar no discurso político aberto dentro da religião, “nunca iria falar em que candidato se deve ou não votar”. No ar, a apresentadora Sunny Hostin concordou com o pastor e ainda comentou sobre sua própria experiência religiosa.

– Na igreja dos negros nós falamos muito de política, porque afeta a comunidade negra e a nossa congregação. Eu cresci sabendo que esse seria um tema discutido no meio religioso – afirmou a apresentadora.

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O pastor também comentou sobre a abertura que a Igreja têm em falar sobre casamento gay e aborto, mas que “isto é algo que conversamos individualmente com a pessoa, sabendo da história de vida dela”, declarou.

– Como cristãos evangélicos, acreditamos que Deus nos ama e que a Bíblia é clara em mostrar o que Ele diz. Mas Jesus veio para salvar a todos e nosso papel ainda é ajudar as pessoas a verem isso – disse.

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