Da Redação JM Notícia

O curador da exposição “Queermuseu”, Gaudêncio Fidelis, não compareceu na audiência realizada pela Comissão Parlamentar de Investigação (CPI) dos Maus-Tratos e, por conta disto, será conduzido coercitivamente a depor. 

O pedido de condução coercitiva foi aprovado nesta quarta-feira (8), sendo aprovado também para o artista Wagner Schwartz que ficou nu diante de crianças durante uma exposição no Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo. 

Ao comentar o caso em entrevista à Agência Estado, Fidelis ironizou a atuação da CPI. “Esta CPI é um verdadeiro circo midiático. Tudo migrou para dentro desta comissão”, disse ele que não poupou críticas ao senador Magno Malta, presidente da CPI. “Na verdade, o objetivo inicial desta CPI era a investigação de maus-tratos às crianças e adolescentes e, quando a Queermuseu foi interditada, o senador Magno Malta começou a fazer uma série de convocações”. 

O curador lembra que até mesmo uma professora que mostrou o catálogo da exposição Queermuseu em sala de aula para os alunos foi convocada a depor e ainda foi acusada de pedofilia. “Também convocou a mim e várias outras pessoas”, lamentou Gaudêncio. 

Em sua visão, o propósito do senador evangélico é criminalizar a arte. “Na verdade, não vejo esta intimação direcionada a mim, mas sim ao que eu represento, como curador da exposição e membro da comunidade artística. É cada vez mais evidente que o senador utiliza este tipo de explicativa para criar um circo midiático, com fins evidentemente eleitorais, e com algumas intenções obscuras que nós sequer sabemos quais são”, declarou. 

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