Ponto & Vírgula

Por Francisco Vieira Vieirinha

A discussão em torno de uma palestra de educação sexual realizada em uma escola de Palmas continua provocando fortes debates na sociedade do estado e fora daqui. Se pararmos para refletir, iremos notar que a vida ficou mais chata. As pessoas vivem brigando nas redes sociais. Toda mundo tem uma opinião formada, os ânimos constantemente exaltados. E muitos acabam até dizendo o que não querem e sofrem as consequências dos seus atos.

O ódio e raiva parecem controlar as ações de muitos. Alguns nem se importam em achar soluções para tirar o país da crise, e já até jogaram a toalha com relação aos grandes problemas do dia. Eles não confiam na diplomacia para garantir a paz, não acreditam nas instituições religiosas. E a crise que a corrupção e a má gestão causou no país tem reflexos diretos nas famílias. Há algumas semanas foi amplamente divulgada na imprensa os dados de uma nova pesquisa do IBGE. A pesquisa mostra um aumento no número de divórcios no Brasil, que foram maiores que o número de casamentos em 2016. Mostra ainda que pela primeira vez em muitos anos o número de nascimentos no país diminuiu em 5,1% comparado com 2015.

A polarização em torno das eleições do ano que vem podem agravar o quadro de divisão entre as pessoas, e não me surpreenderia se nos próximos meses muitos deixassem de falar um com outro. O desprezo entre os simpatizantes de diferentes grupos politicos é mútuo. Cada um pensa que os opositores são uma ameaça para o bem-estar da nação, e fazem com que eles se sintam com medo.

Na momento atual, atingimos o pico do ódio doméstico. Parece que todo um caldeirão de ressentimentos que estava fervendo por anos, está chegando ao ponto de ebulição. Os brasileiros de visões políticas diferentes se desprezam de uma forma nunca vista na era moderna.

Qual seria o resultado de uma pesquisa que perguntasse para os simpatizantes do ex-presidente Lula e do PT se eles aceitariam que um filha ou filha deles se casasse com um apoiador(a) de Bolsanaro e vice-versa? A resposta sincera causaria um choque na sociedade hoje em dia.

A realidade atual é que as pessoas rejeitam tudo aquilo que não se encaixa na idéia que elas tem como referencial. É uma coisa ser amigo de pessoas com mentalidade semelhante. Mas o momento do mundo hoje é de extremismos. Isso tem semeado ódio e rancor.

Nesse vácuo de esperança, celebridades e figuras públicas tentam se projetar como a única esperança. São os heróis de papel, que vêm e que vão. O povo brasileiro e do Tocantins grita a famosa frase do Chapolin Colorado: “E AGORA, QUEM PODERÁ NOS DEFENDER?” E tenho dito.

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