Da Redação JM Notícia

Em entrevista à Folha de São Paulo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, nega que o PMDB irá apoiar a possível candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) como substituto do presidente Michel Temer nas eleições de 2018.

Prestes a deixar a base aliada, o PSDB foi criticado por Meirelles por não apoiar completamente a atual política econômica do governo.

“O PSDB está tendendo na direção de não apoiar o governo e isso terá consequências no processo eleitoral”, declarou o ministro. “Uma coisa é o apoio a determinadas reformas, outra é o apoio à política econômica atual”, completou.

Para Meirelles, que é pré-candidato à Presidência, “as condições favoráveis” da economia permitirão que o PMDB tenha um candidato próprio para disputar as eleições no ano que vem.

Questionado se ele será esse candidato, o ministro garante que até o final de março tomará a decisão final sobre esse assunto. Nas recentes pesquisas do Datafolha sobre intenções de voto, Meirelles aparece com 1% e 2%.

Aproximação com evangélicos 

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Apesar de não dar certeza de que estará entre os candidatos ao Palácio do Planalto, Henrique Meirelles tem se aproximado dos evangélicos, uma clara tentativa de buscar apoio nas eleições uma vez que a igreja Assembleia de Deus tem mais de 22 milhões de fiéis.

Ele esteve presente na Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, no aniversário de 106 anos da Assembleia de Deus no Pará; no aniversário de 85 anos do bispo primaz das Assembleias de Deus Madureira, Manoel Ferreira; e também na Convenção da Assembleia de Deus em Juiz de Fora (MG) onde falou sobre a agenda econômica.

Outro fato que mostra a proximidade do ministro com a maior denominação evangélica do Brasil, com cerca de 22 milhões de fiéis, foi a participação do Meirelles em uma campanha de oração da Assembleia de Deus, onde ele gravou um vídeo pedindo oração pela economia do Brasil.

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