Da Redação JM Notícia

Policiais foram chamados para impedir o confronto físico entre os manifestantes (Foto: Folha de São Paulo)

Nesta quinta-feira (7) a Guarda Civil Metropolitana precisou entrar na Câmara Municipal de São Paulo por conta de uma confusão envolvendo militantes de grupos de direita e de esquerda por conta do projeto de lei “Escola Sem Partido”. 

De autoria dos vereadores Eduardo Tuma (PSDB) e Fernando Holiday (DEM), o projeto municipal segue a mesma lógica do projeto federal, estabelecendo que o professor não faça propaganda político-partidária em sala de aula. 

Holiday, integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) convocou os militantes pelas redes sociais para cobrar do presidente da Casa, Milton Leite (DEM), a inclusão do projeto na pauta da Câmara.  

Além dos militantes do MBL, os militantes da União da Juventude Socialista também compareceram e protestaram contra o projeto. O clima esquentou e os guardas precisaram entrar em ação para separar os grupos. Segundo o jornal Folha de São Paulo, nenhuma agressão foi registrada pelos presentes, e a ação da guarda teve caráter preventivo. 

Ao defender o projeto, o vereador Holiday declarou que não se trata de mordaça aos professores, mas fazer valer os direitos dos alunos. “Não é um projeto que procura amordaçar professores. Pelo contrário. O projeto não cria nenhuma nova regra às escolas do município. O que o projeto exige é que tenha um cartaz em cada sala de escola que contenha, de forma concisa, os direitos dos nossos alunos que já estão previstos na Constituição e no Estatuto da Criança e do Adolescente (…) Vem apenas para garantir que o aluno tem sim o seu direito à liberdade de expressão”, disse. 

Já a vereador Samia Bonfim (PSOL) pediu a contagem dos votos dos vereadores presentes e conseguiu derrubar a sessão. Contra o projeto Escola Sem Partido, a ativista do PSOL declarou que o projeto “é uma ignorância” e “aberração”. 

“O projeto é uma ignorância, uma aberração, que parte de pessoas que não conhecem o cotidiano da sala de aula, que não sabem que a liberdade pedagógica e a liberdade de expressão são fundamentais para o processo de ensino e de aprendizagem (…) O que vocês querem, na verdade, é intimidar os professores e alunos”, defendeu a vereadora.