Da Redação JM Notícia

Deputado federal Carlos Henrique Gaguim (Podemos-TO)

O deputado federal Carlos Gaguim (Podemos-TO) emitiu uma nota para esclarecer a ação da Polícia Federal em sua casa e também no gabinete em Brasília como parte das investigações da Operação Ápia, que investiga fraudes em licitações de terraplanagem no Estado do Tocantins.

Gaguim, que foi governador do Estado entre setembro de 2009 e dezembro de 2010, afirma que durante este período a Construtora Rio Tocantins (CRT), que pertence a Rossine Ayres Guimarães, não firmou nenhum contrato com o governo.

“A empresa citada pelo delator não logrou êxito em vencer qualquer licitação, inexistindo contratos novos firmados neste período com a referida empresa. As obras da empresa em questão que já haviam sido licitadas e contratadas no governo anterior, não foram interrompidas, e continuaram com o curso normal”, esclareceu Gaguim.

O parlamentar também declarou que o Rossine, delator da operação, não efetou doações para sua campanha de 2010, mas sim direcionou valores diretamente para o Comitê Financeiro Único do PMDB, e/ou para o Diretório do PMDB.

“Inclusive, eu nunca tive sequer acesso as contas do PMDB, que, ademais, foram aprovadas pela Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Tocantins – TRE/TO”, completou o deputado que hoje está no Podemos.

Diante destas informações, Carlos Gaguim refuta as acusações infundadas e declara que não tem conhecimento sobre possíveis valores repassados a assessores. Para ele, o objetivo de citar seu nome nesse escândalo é o de denegrir sua imagem diante da opinião pública.

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Leia a nota na íntegra:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Venho, através desta NOTA A IMPRENSA, MANIFESTAR sobre a 6ª Fase da Operação Ápia, realizada nesta manhã, pela Policia Federal, onde minha pessoa foi citada pelo delator Rossine Aires, responsável pela empresa Vale do Lontra. 

ESCLAREÇO que durante meu MANDATO no Governo do Estado (setembro de 2009 a dezembro de 2010), a empresa citada pelo delator não logrou êxito em vencer qualquer licitação, inexistindo contratos novos firmados neste período com a referida empresa. As obras da empresa em questão que já haviam sido licitadas e contratadas no governo anterior, não foram interrompidas, e continuaram com o curso normal. 

ESCLAREÇO ainda que TODAS AS DOAÇÕES feitas por este delator e/ou suas empresas, nas eleições de 2010, não foram para a minha pessoa, mas sim direcionadas para o Comitê Financeiro Único do PMDB, e/ou para o Diretório do PMDB. Inclusive, eu NUNCA tive sequer acesso as contas do PMDB, que, ademais, foram aprovadas pela Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Tocantins – TRE/TO.  

Por fim, REFUTO AS ACUSAÇÕES infundadas e desconheço que o delator tenha repassado valores através de assessores, que seriam para a minha pessoa, não passando de deduções, lançadas sem qualquer conteúdo probatório, com o único intuito de denegrir minha imagem. 

Por todas essas denúncias infundadas REAFIRMO o meu repudio a qualquer manifestação caluniosa e sem provas contra minha pessoa, meramente por acordo de delação feita entre o investigado, seu defensor e o membro do Ministério Público, sem a participação do Magistrado, e com o único objetivo de livrar-se de alguma condenação pelos crimes supostamente praticados dos quais é alvo de investigações. 

Neste sentido, com a certeza e a consciência de não ter praticado nenhum crime, ACREDITO na justiça, e CONTINUAREI HORANDO o povo do Tocantins com o meu trabalho que sempre foi pautado na HONESTIDADE, na LEGALIDADE, no RESPEITO às PESSOAS e ao BEM PÚBLICO.  Confio em Deus e que a VERDADE prevalecerá, pois mais uma vez tentam me incriminar sem provas. 

ESCLAREÇO AINDA que não fui conduzido coercitivamente, como está sendo propagado, pois agendei meu depoimento para as 10h, desta data, para prestar os esclarecimentos necessários à Polícia Federal, relacionados à investigação; ocasião em que me dirigi à Policia Federal em Brasília em meu próprio veículo. 

REAFIRMO que sempre ESTAREI À DISPOSIÇÃO das autoridades para ulteriores esclarecimentos, depoimentos e que mais entenderem necessários. 

  

Brasília-DF, 13 de dezembro de 2017. 

  

Deputado Carlos Henrique Gaguim 

Podemos – TO