Da Redação JM Notícia

Nikki Haley, embaixadora dos EUA na ONU, defende a decisão americana de reconhecer Jerusalém como capital de Israel

Durante uma reunião da ONU nesta segunda-feira (18) os Estados Unidos vetaram a resolução que rejeitava a decisão de Donald Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. 

A resolução proposta pelo Egito contava com o apoio de 14 países dos 15 que fazem parte do Conselho de Segurança, declarando que a decisão americana compromete o processo de paz no Oriente Médio. 

A embaixadora americana nas Nações Unidas, Nikki Haley, utilizou o direito de veto que apenas cinco países possuem na ONU: Estados Unidos, Reino Unido, França Rússia e China.  

Ao fazê-lo ela declarou: “Não fazemos isso com alegria, mas fazemos sem relutância” e ainda disse que o apoio dos 14 países à resolução é como um insulto ao seu país. 

“O que testemunhamos aqui é um insulto, e não vai ser esquecido”, disse Haley. “Os Estados Unidos têm direito soberano de determinar onde e se estabelecemos uma embaixada”, completou. 

A resolução proposta pelo Egito pedia que todos os países se abstenham de estabelecer missões diplomáticas em Jerusalém e também declarava que “quaisquer decisões ou ações que proponham alterar o caráter, status ou composição demográfica da Cidade Santa de Jerusalém não têm efeito legal” devendo ser rescindidas pelo Conselho de Segurança. 

Ao comentar sobre o texto, Haley afirmou: “Eu desconfio que poucos Estados membros gostariam que o Conselho de Segurança se pronunciasse sobre suas decisões soberanas”. 

A decisão isolada de Donald Trump de reconhecer Jerusalém como capital israelense tem gerado grandes debates na comunidade internacional, pois muitos entendem a decisão como uma ameaça ao processo de paz entre israelenses e palestinos. 

A parte oriental da Cidade Santa é reivindicada pelos palestinos que desejam transformá-la na capital de um futuro Estado Palestino. Reconhecer que Jerusalém pertence a Israel seria impedir que esse plano se concretizasse.