Da Redação JM Notícia

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o arquivamento do processo que investigava o governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB) pelo caso da apreensão de uma aeronave com material de campanha e R$ 504 mil. 

O arquivamento se dá por faltas de provas contra o governador, mesmo o material sendo ofensivo ao deputado federal Carlos Gaguim (Podemos), adversário político de Marcelo. 

Na aeronave particular apreendida em Piracanjuba (GO) estavam quatro pessoas, entre elas Douglas Marcelo Alencar. Todos foram presos. 

O processo contra Marcelo Miranda foi aberto pelo Ministério Público Federal (MPF), o Tribunal Superior (TSE) aguarda as vistas propostas pelo ministro Luiz Fux, enquanto que a relatora do caso, ministra Luciana Lóssio, votou pela improcedência da ação em março deste ano. 

Em sua defesa, Miranda sempre afirmou que não tem nenhum tipo de ligação com a prisão, pois não era autor do folheto de campanha, não tinha conhecimento do material, não era dono do valor apreendido e nem poderia ser beneficiado por ele. 

  

Falta de provas 

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A PGR entendeu que não há provas que venham a ligar Marcelo Miranda com o caso. Para chegar nesse entendimento, ministro Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), avaliou a documentação presente nos autos e as declarações prestadas por Douglas Schimitt à Polícia Federal. 

Deduziram que o governador teria interesse em difamar seus adversários políticos porque  uma entrevista de Douglas Schimitt  a um jornal de Goiás foi reproduzida na propaganda eleitora de Marcelo Miranda, com supostas ofensas de caráter eleitoral. 

Apesar disto, a PGR descarta que o governador esteja por trás do material ofensivo a Gaguim e ao dinheiro apreendido. “Ausentes, pois, os elementos de prova que evidenciem ter sido Marcelo Miranda o autor dos fatos aventados na representação, tem-se por inviável, ao menos neste momento, o prosseguimento da persecução criminal”, diz parte do relatório da PGR. 

  

Marcelo Miranda fala em Justiça 

O governador comentou a decisão dizendo: “Mais uma vez a Justiça foi feita e mais uma vez ficou comprovado que não tenho nada a ver com essa questão que aconteceu na campanha de 2014. Continuo acreditando que a verdade sempre irá vencer”.