Autor: Humberto Chaves da Rocha1

Humberto Chaves da Rocha

1 Presbítero da Assembleia de Deus. Técnico em Gestão do Agronegócio (IF-TO). Compositor e Músico Cristão (OMB). Licenciado em Pedagogia pela Universidade Federal do Tocantins (UFT). Especialista em Educação de Jovens e Adultos (UFT). Mestre em Teologia Livre (FTN). Palmas, Tocantins, Brasil. contatobetochaves@gmail.com

I- A IGREJA CRISTÃ NO CONTEXTO PÓS – MODERNO

A Igreja está inserida num contexto em que houve uma ruptura com a cultura de valores éticos, moral e espirituais. Isso revela a face perversa do mal que afeta a sociedade como um todo, e que acaba tentando afetar também a cultura da igreja do Senhor (Romanos 12:2). Ainda é possível verificar que o atual contexto histórico de sociedade é evidenciado por uma geração sem referência, sem reverência e sem limites, relativista, narcisista, hedonista, céticos e ao mesmo tempo moralistas. Outro sim, o Apostolo Paulo agora admoesta escrevendo (2 Timóteo 3: 1-5) reforça a tese dos desvios de comportamento típico dos tempos atrelados aos últimos dias.

“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.”

Importante ressaltar, pois o texto supracitado faz referência a um cabedal de adjetivos típicos de homens caídos da graça. Não é de se admirar, pois os primeiros homens já agiram perversamente a ponto do Senhor tomar uma atitude de trazer juízo. Como descreve (Genesis 6:5) “E disse o Senhor: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito.” Para Gilberto (2007,p 30) considera que: “nos dias de Noé a situação era muito grave” É perceptível, que o resultado da ação do homem trará o mesmo efeito de juízo, pois a consequência da ação humana dependerá inteiramente de sua livre escolha (livre arbítrio).

Nesse viés, mostra-se com muita evidência, por analogia de interpretação intertextual que o Senhor fará novamente um acerto de contas com o homem, só que a arca de Noé aponta hoje para Cristo, o único caminho para está geração!

Diz CASTRO (2008. pag.28) “A sociedade pós-moderna é corrupta, imoral, voltada à relativização da ética cristã e a contemporização dos fatos, sempre buscando minimizar o pecado e maximizar a misericórdia em detrimento da justiça de Deus”. “A geração Pós-Moderna é uma geração sem conteúdo, sem profundidade, que preza pelo hedonismo, niilismo e o narcisismo.” Esta nova sociedade é marcado pela ruptura dos valores absolutos e tem como pano de fundo a cultura hedonista, bem como, ao retorno da centralidade do homem. Observa-se que há um novo comportamento que paira sobre esta sociedade, até mesmo na igreja é possível identificar um distanciamento daquele sentimento de entrega total a Cristo como fora presente nos crentes da igreja primitiva.

“No transcurso do tempo, entretanto, conforme a igreja aumentou em número e em popularidade, o batismo nas águas e a doutrinação tomaram o lugar da conversão.” Considerando que os comportamentos da sociedade atual divergem daquela já apresentada no plano textual apontado nos fatos bíblicos consoante ao tema central em discurso. Pois, na medida em que se compreende a dimensão do fator do pensamento liberalizante, ou seja, e evidencia qual o grau de deturpação do comportamento humano corrompida pela cultura da licenciosidade moral, e deplorada de maneira insana pela devassidão do pecado.

Ademais que não são poucos os teóricos que discute a temática da pós-modernidade até porque se forja um pensamento abissalmente distante da moral da filosofia cristã que se fundamenta no plano histórico da teologia bíblica, bem como do pensamento da Igreja Primitiva, ou seja, o pensamento conservador da ética medieval judaico-cristão deveria ser apreciado, sobretudo os valores por essa geração. Reforça: CASTRO (2008, p.33): “não pode, de forma alguma, o cristão evangélico trair seu principio doutrinário, pois se fosse assentida a traição ao principio doutrinário, estar-se-ia à beira da ruína de toda filosofia cristã, o que resultaria a inutilidade de persistir em busca do ideal cristão (transformação – santificação).”.

Lopes apud Antônio Tadeu Ayres (1998, p. 6), em seu livro “Como Entender a Pós-Modernidade”, nos adverte de que o momento que a Igreja de Cristo está inserida é marcado pelo rompimento das fronteiras sociais, desmantelamento dos sistemas, quebra de tabus, nova moralidade, novos critérios éticos e a destruição dos sistemas de valores presentes nas gerações passadas. Essa ruptura dos modelos de referencias revela uma face perversa do mundanismo em que se idealiza um comportamento social liberalizante, a relativização atua como película de suavização do erro, ademais o que importa é ser feliz (Ética hedonista).

Para BARTH (2007.pag.04) o perfil do homem moderno “É frio, não acredita em quase nada, suas opiniões mudam rapidamente e deixou para trás os valores transcendentais. Corrobora SANTOS (2017) , quando diz: “A Igreja que ainda se preocupa com a ética, a moral e a formação de caráter, com a família tradicional como modelo e alicerce social.” Sumariamente, é imprescindível ressaltar que o papel do cristianizado enquanto igreja do Senhor. não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;” Portanto, é fato conclusivo que todo cristão deve resplandecer a luz de Deus em meio a este mundo corrompido, e destituído da glória de Deus.

Compreende-se, pois ser gratificante e compensador trilhar o caminho “estreito” e “apertado”, pois afinal, nada adianta alimentar uma falsa sensação de posse, e nada ter (igreja de Laodicéia) (Ap 3:17). É exatamente a não conformidade com o mundo que combate a mornidão que era uma condição associada à igreja de Laodicéia, deva ser apontada como exemplo para o despertamento da igreja cristã atual (Ap 3:15)?

II – A IDENTIDADE DA IGREJA CRISTÃ.

Para compreender o conceito da identidade cristã é necessário conhecê-la num sentido lato senso, sua cosmovisão, natureza espiritual, visão e missão para qual foi constituída! Sabe-se que na Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.” Sabe-se que o nome de cristão não foi um nome auto declaratório, entretanto essa nomenclatura foi uma atribuição dada como testemunho de quem observava de fora. Ora, muitos andavam com o mestre até mesmo o seguia de perto e era discípulo, apesar disso não havia passado pelo processo do novo nascimento vindo a traí-lo (Lucas. 22:47).

Entretanto, sabidamente evidencia-se a relação filial como marca daqueles que foram regenerados e nascidos de Deus conforme (1º João 3-1) “Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus.” Com base na conceituação de igreja cristã, e tomando como referencia o sentido ampliado, bem como a considerar a raiz etimológica da conceituação do termo é: (do grego εκκλησία [ekklesía] através do latim ecclesia) é uma instituição religiosa cristã separada do Estado, ou uma comunidade de fiéis ligados pela mesma fé e submetidos aos mesmos “dirigentes espirituais”.

Neste ponto de vista a “Igreja” é uma palavra de origem grega escolhida pelos autores da Septuaginta (a tradução grega da Bíblia Hebraica) para traduzir o termo hebraico q(e)hal Yahveh, usado entre os judeus para designar a assembleia geral do “povo do deserto”, reunida ao apelo de Moisés. No ponto de vista de unidade corporal a Igreja é o corpo, enquanto que Cristo é a cabeça, e nessa conjugação integrativa, sabidamente o corpo é guiada e dirigida em graça para o crescimento e aperfeiçoamento dos santos como parte individual (membro) deste corpo. Assim sendo, é natural que uma vez integrada ao corpo de Cristo, produza-se um sentimento de pertencimento ao corpo, que bem ajustado e alinhado a vontade perfeita de Cristo dá abundantes frutos!

Ainda neste mesmo sentido, o corpo também pode ser compreendido em sua justaposição na composição de vários membros, e neste panorama tipifica-se como a Igreja do Senhor, ou seja, a assembleia universal dos santos. Conforme o traslado do texto de (1ª Reis 8:11) “de forma que os sacerdotes não podiam desempenhar o seu serviço, pois a glória do Senhor encheu o seu templo.” a atenção a que nos remete o transcrevo textual do Antigo Testamento, é que o Senhor havia abençoado a igreja, e que sua glória ali permaneceria presente.

Outro termo para apresentar a igreja é koinonia, esta revela o caráter da coletividade da mesma em comunhão. Em Oseias é notório perceber este amor no plural revelado no singular “Oséias com sua teologia de amor prepara o pano de fundo para a ideia do Novo Testamento de que a existência só é percebida num relacionamento com Deus, e a vida mais completa é percebida na koinonia (comunhão de amor)”.

Nesse aspecto denota o caráter coletivo singularizado pela cosmovisão da igreja enquanto a Noiva de Cristo, a redimida, a eleita e escolhida do Pai para o casamento com o Filho. (Efésios 5: 25- 27) estabelece: “Maridos, amem suas mulheres, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra, e apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável.” Nesse sentido, a igreja está inserida no mundo, mais não vive segundo os preceitos do mundo, que ora se encontra espiritualmente caído.

“A igreja, portanto, precisa de um elevado padrão moral para que tenha relevância sobre a sociedade e exerça influencia sócio-cultural suficiente para o correto balizamento da moral social”. Sem a Igreja ou sem que esta exerça sua influência positiva, a sociedade perde o seu “norte” e acaba se mantendo na imoralidade mórbida, o pecado toma conta e a sociedade perece.

Enquanto que o pensamento preponderante da igreja primitiva conduzia os irmãos a um nível pleno de compartilhamento e que serve de baliza para a igreja da atualidade, mesmo que num sentido de contexto sócio-cultural completamente diferente, mas na essência o sentimento da igreja de unidade deve ser análogo (comunhão de amor fraternal).

III- DESAFIOS DA IGREJA CRISTÃ PARA VENCER O SINCRETISMO RELIGIOSO.

Entender a visão e a missão da igreja é, portanto fundamental para não perder o foco e a estratégia da expansão do evangelismo integral! A partir desta conjuntura, é relevante considerar que os desafios apontados em tela, como desafios da igreja cristã são problemas atípicos da igreja bíblica primitiva?1 Em alguns aspectos sim, pois, se dar num contexto sócio histórico totalmente diferente em termos de sociedade. Apesar de que algumas problemáticas permanecem disfarçadas por aspectos de piedade mais no fundo negam-se a fé. “A igreja hoje ainda enfrenta o mesmo problema. Filosofias não-cristãs, como o marxismo ou o existencialismo buscam o poder do cristianismo enquanto renunciam àquilo que é unicamente cristão. O sincretismo continua sendo poderosa ferramenta para separar Deus de seu povo2.

Sabe-se que a prática do sincretismo religioso é tão antiga quanto à origem do homem (Genesis 6:1-4), entretanto, Moisés adverte sobre o sincretismo!

Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti.( Deuteronômio 18: 10-12).

Ainda, conforme (Juízes 2:13) e conforme o traslado textual de (1º Reis 11:33): “Porque me deixaram, e se encurvaram a Astarote, deusa dos sidônios, a Quemós, deus dos moabitas, e a Milcom, deus dos filhos de Amom; e não andaram pelos meus caminhos, para fazerem o que é reto aos meus olhos, a saber, os meus estatutos e os meus juízos, como Davi, seu pai.”

Notadamente houve consequências amargas ao povo da promessa em razão dessa escolha terrível de abandonar ao Senhor, mais tarde deixaram toda mistura e se voltaram para Deus (Neemias 13:3). Também há uma inclinação perversa para a aceitação de sincretismos filosóficos (sofismas) do qual o Senhor já havia advertido por intermédio de seus apóstolos (Mateus 7:13-17) ! Observar os mandamentos do Senhor são necessários, não se pode fazer vista grossa com relação essa temática, tampouco abrir as portas de nossas igrejas a esse ecletismo religioso que ora se ver inserida no meio das igrejas.

O Cristianismo no Novo Testamento não é uma religião ritualística; a essência do Cristianismo é o contato direto do homem com Deus por meio do Espirito. Portanto, não há ordem de adoração dogmática e inflexível, antes permitindo à igreja, em todos os tempos e países, a liberdade de adotar o método que seja mais adequado, para a expressão de sua vida. não obstante, há duas cerimônias que são essenciais, por serem divinamente ordenadas, a saber, o batismo nas águas e a Ceia do Senhor.” (PEARLMAN. 1996. Pág., 221).

Sabe-se que a igreja cristã tem como ancora de sua base doutrinaria a fé salvifica em Cristo mediante sua morte substitutiva na cruz do calvário, porquanto isso exclui qualquer esforço humanístico, quaisquer apetrechos e elementos fora dos termos da bíblia. Ele exclui toda possibilidade da utilização de figuras intermediarias para se chegar a Ele (1 Timóteo 2:5). Ele também condena a ausência de reverência e santidade no culto (Levítico 10:1-2). E deu poder aos seus discípulos para repreender e vencer os opositores do Reino de Deus (Atos 13:6).

Em síntese, é necessários reverberar as verdades espirituais para esta geração, é tão urgente, pois, “o machado já está posta a raiz das árvores”. (Mateus 3:10) e os campos já estão brancos e prontos para a colheita”(João 4:35)! “Sem santidade ninguém verá o Senhor.” (Hebreus 12:14)

IV- DESAFIOS DA UNIDADE CRISTÃ.

Diante da problemática da frequente desmembramento entre muitas igrejas cristãs é pertinente refletir sobre a temática cada vez mais frequente. Uma vez que o próprio Cristo no ápice de seu sofrimento no Getsémani faz uma oração intercessora por seus discípulos. Porque tinha clara convicção que o inimigo iria tentar despeça-los um dos outros, tentando dar cabo da unidade. “Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim.” (João 17:23).

Assim, é pertinente à reflexão levantada por Paulo em (1 Coríntios 3:3,4) “Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens? Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo; porventura não sois carnais?”

Consta-se que as preferências pessoais restritas a um determinado ministro, colocava em risco a unidade daquela igreja local. Assim também evidenciava o desalinhamento do pensamento da mesma. Entretanto, houve uma orientação acertada de canalizar o foco em Cristo, e colocou igualmente aquela igreja nos trilhos da vontade do Senhor. É patente a preocupação de Paulo com relação àquela problemática apontada, pois se nada fosse feito, poderia se estabelecer um novo fundamento.

Entretanto, o fundamento já estava estabelecido a saber, Cristo, a pedra angular e alicerce da Igreja. (Efésios, 2:20,21) “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor.” Paulo centralidade tudo em Cristo, e tira o foco do homem. Conforme o fechamento do texto contido nos 21 e 23 transcritos a baixo:

“Portanto, ninguém se glorie nos homens; porque tudo é vosso;
Seja Paulo, seja Apolo, seja Cefas, seja o mundo, seja a vida, seja a morte, seja o presente, seja o futuro; tudo é vosso, E vós de Cristo, e Cristo de Deus.” Entende-se pelo conteúdo exposto que manter unidade da igreja cristã é um desafio constante. Entretanto, o próprio Cristo aponta que um reino dividido, jamais poder subsistir.

V- ASPECTOS DE LIDERANÇA CRISTÃ

A temática do discurso do perfil de liderança cristã não é uma temática simples de discutir, pois requer muita cautela para não cair no impulso de ficar no senso comum. Ou apenas apontar a crítica pela crítica, o que consequentemente não se acrescenta em nada, é, portanto, necessário apontar os limites e as possibilidades e reverberar o verdadeiro objetivo social, e espiritual da obra de liderança, que extremamente urgente, e também necessária na seara do Senhor.

  1. ESTILOS DE LIDERANÇA JETRONIANO

Diante da indagação poderíamos dizer que liderar do ponto de vista da fé cristã é conduzir, motivar e influenciar pessoas a viver sob os princípios da Palavra de Deus. Como descreve o apostolo Paulo “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” (efésios 6:12).

Não se pode subestimar a influência de um líder, pois o mesmo procura conduzir pessoas, motivando, influenciando as pessoas para voluntariamente contribuam para atingir os objetivos propostos do grupo. O estilo de liderança cristã reflete os princípios bíblicos de lidar e considerar as pessoas, bem como os motivos, ou as razões que norteiam a liderança devem ser fundamentadas nas qualidades bíblicas. Dessa forma ao refletir sobre o perfil e os princípios de liderança apresentado por Jetro, conforme (Êxodo 18:13 -27) percebe-se sua ampla utilização hodiernamente.

Ademais que ao tratar sobre liderança na era pós-moderna constitui-se um desafio, mais se apresenta como chave-mestra ancorada numa base conceitual da apologética bíblica para alcançar o êxito desejado do cumprimento da grande comissão proposta pelo Senhor no nascedouro da Igreja bíblica primitiva. Conforme (atos 2:27), portanto, apoiar-se-á o tema com o devido rigor metodológico meta-cientificista, cunhada numa visão dogmática da filosofia cristã.

Cabe ressaltar que é necessário ressignificar as práticas e o papel de liderança na igreja cristã na pós-modernidade tomando como base o arquétipo apresentado pela igreja bíblica primitiva. Uma vez que a universalização do evangelho e a franca expansão do evangelismo na sociedade trazem uma responsabilidade dupla do líder; Conforme (II Timóteo 2:2) “E as coisas que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confia a homens fieis que sejam também capazes de ensinar a outros.” Tomando por princípios e não apenas modelos, pois estes mudam, entretanto, os princípios é um marco que se tornam axiomas.

Constata-se a partir da verificação na literatura bíblica apresentada, que a primeiro cuidado de Moisés seria conduzir o povo ao pleno conhecimento de Deus, a saber: conhecer os Estatutos, e as Leis e toda boa obra que deveria ser desenvolvida como estilo de vida baseada nas orientações contidas na Palavra de Deus. Como consequências da exposição das verdades espirituais, a verdadeira fé seria produzida nos corações e as obras revelariam homens sinceros e de coração devotados a Deus.

Sendo assim, o tempo de resposta às solicitações do povo seria em tese, resolvido mais rapidamente e a descentralização do poder de decisão e orientação tornaria o ofício pastoral eficiente e satisfatório. Logo, “A natureza espiritual da igreja necessita de uma liderança que esteja além dos limites do que é puramente humano que esteja disposto a pagar o preço.” Dotados, portanto de adjetivos Espirituais tais como:

1º- Homens Capacitados: (2 Timóteo 1:2) “Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia.” Subordinado a compreensão do traslado textual cabe entender o estado de subserviência ao proposito da chamada integral do evangelho. Mas a nossa capacidade vem de Deus, O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito;

São homens que refretem o exemplo da liderança, homens que motivam pelo exemplo, e jamais se mostram com ditadores, pelo contrário mostram o caminho pelo caminho que trilham (espelho)! Líderes estimulam o crescimento das pessoas desafiando-as a assumir novas responsabilidades, encorajando-as quando fracassam.”

2º- Homens Tementes a Deus! (Provérbios 9:10) e (Salmos 111:10) respectivamente!

“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência. “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; bom entendimento têm todos os que cumprem os seus mandamentos; o seu louvor permanece para sempre.” Diante das citações supramencionadas respectivamente percebe-se uma forte característica de um líder fiel, está atrelada ao nível de respeito que este confere ao Senhor.

Diante desse entendimento, vale ressaltar que o atributo de temer ao Senhor faz alusão ao respeito, e a consideração como parte indissociável do caráter não apenas da pessoa do líder, mas a todos os homens.

O mesmo escritor ainda descreve em provérbios 16:6 que: Pela misericórdia e verdade a iniquidade é perdoada, e pelo temor do Senhor os homens se desviam do pecado.

A partir dessa afirmação se constrói uma visão da extrema relevância ao temor do Senhor enquanto antidoto contra o pecado, já que este é o agente causador da separação do homem de seu Deus.

3º- Homens de Verdade! (salmos 101:6)

Este é um adjetivo de muito valor do caráter do líder, pois nos faz refletir este pensamento “o homem que não tem caráter, tem um preço” ademais, Moisés necessitava confiar nos homens que estariam diligenciando com ele aquele grandiosa obra.

“Até porque, requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel.” Reforça essa tese o Salmista quando diz em salmos 101:6: Os meus olhos estarão sobre os fiéis da terra, para que se assentem comigo;

Especialmente, demonstrar-se notoriedade àqueles que exercem algum tipo de liderança na igreja, contudo é necessário graduar com cautela os que verdadeiramente são chamados pelo Senhor, para não incorrer perigosamente a dar o cajado às mãos de homens que parentam piedosos, contudo negam a fé.

Corrobora o sábio conselho de Salomão em (provérbios 14:27) “ O temor do Senhor é fonte de vida, para desviar dos laços da morte.” Em síntese, é necessário que o líder seja probo e homem de verdade.

4º- Homens que odeiam a avareza! (João 10:12,)

Neste aspecto Jetro alerta Moisés a ponderar que seus Lideres auxiliares sejam homens que não são movidos pelo amor ao dinheiro, comportamento típico de líder carnal como é o caso do Profeta Balaão.

Ou seja, escolhe homens não ambiciosos, não corruptíveis, não dadas a parcialidade, homens idôneos, que sejam capazes de julgar com justiça a causa dos mais pobres.

6) o lado negativo da ambição é o desejo incontrolável de obter bens materiais, ou posições, mesmo que a pessoa já possua essas e outras coisas.

Nesta linha de raciocínio aponta o texto de (João 10:12,) “Mas o mercenário, e o que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge;

Partir dessa observação que o ponto culminante do exemplo apontado está atrelado à cobiça e a ambição.

A Partir dessa observação que o ponto culminante do exemplo apontado está atrelado a cobiça e a ambição. Corrobora nesse ponto de vista (Bonhoeffer apud, Jordan, 2007. pág. 8,9).

Em nossos membros existe uma inclinação adormecida para o desejo que é tanto repentino quanto cruel. Com um poder irresistível, o desejo agarra o domínio sobre a carne. De repente, um fogo ardente secreto é acendido. A carne queima em chamas. Não faz diferença se é um desejo sexual, uma ambição, uma vaidade, um desejo de vingança, um amor por fama e poder, a avareza por dinheiro ou, por fim, o estranho desejo pela beleza do mundo natural. A alegria de Deus está prestes a se extinguir dentro de nós e buscamos, a essa altura, toda nossa alegria na criatura. Deus é um tanto quanto irreal para nós. Perdemos a noção da Sua realidade e a penas o desejo pela criatura é real. A única realidade é o diabo. Satanás não nos preenche com o ódio por Deus, mas com desconsideração para com Ele. Então, as cobiças envolvem a mente e a vontade do homem em densas trevas. Os poderes da clara discriminação e decisão são tirados de nós. É nesse momento que tudo dentro de mim se levanta contra a Palavra de Deus.

Logo, é necessário dá atenção quanto à eleição de novos lideres na congregação para não minorar a confiança que a sociedade ainda tem na Igreja do Senhor!

Segundo o texto de (Lucas 17:1, 2): vejamos: “Jesus disse também a seus discípulos: É impossível que não haja escândalos, mas ai daquele por quem eles vêm! Melhor lhe seria que se lhe atasse em volta do pescoço uma pedra de moinho e que fosse lançado ao mar, do que levar para o mal a um só destes pequeninos.”

Sobre esse mote, é necessário está alerta com alguns tipos de Liderança que pode surgir na Igreja, como liderança personalista do tipo “pop star”. Pois este tipo de liderança “estrelismo” só trazem prejuízos e impedem o crescimento sádio da obra do Senhor.

B- ESTILOS DE LIDERANÇA RATIFICADO POR CRISTO!

Notadamente Jesus refuta todos os modelos que possibilitam a centralidade no homem invertendo na sua totalidade a lógica da hierarquização do poder de liderança! Porquanto, Constam-se na Sagrada Literatura (Bíblia) ser estes os verdadeiros atributos espirituais de liderança cristã e ao considerar que Jesus inaugurou um novo arquétipo de Liderança. Ademais que “Cristo rejeitou todos os conceitos mundanos de liderança” 3: (Mateus 20:25-28)

Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse: Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os grandes exercem autoridade sobre eles. Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo;
Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.

Observando o entendimento do texto supramencionado percebe-se que Jesus propõe uma espécie de hierarquia invertida, em que o topo seria a base, ou seja, quanto mais alta for à posição, será na mesma proporção a servitude!

1º- O Líder amoroso; Conforme João 10:11: “Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.” Paulo acrescenta “sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor” (Gl 5.13).O amor é uma virtude indispensável no exercício pastoral. (Êxodo 33:13) “Se me vês com agrado, revela-me os teus propósitos, para que eu te conheça e continue sendo aceito por ti. (Êxodo 33:13)

É notório o comprometimento do líder amoroso com os seus liderados! Hunter 2004 afirma que: “Liderança não é estilo, liderança é essência, isto é, caráter. Liderança e o amor são questões ligadas ao caráter. Paciência, bondade, humildade, abnegação, respeito, generosidade, honestidade, compromisso.”.

Acrescenta o autor: liderança: É a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum.

Prontamente, o que o referido autor defende são atitudes de liderança arraigadas na essência do ser do líder, tais qualidades o conduzirão a obter sucesso no desenvolvimento da ação de liderar.

2º- O Líder feliz; (Êxodo 33:13-15)

“Tive que encontrar felicidade em mim mesmo, ânimo em mim mesmo, automotivação.” Disse um presidente de uma grande empresa.

Para a atual sociedade essa afirmativa é acertada e pertinente, talvez até mesmo para muitos crentes, porém o foco da nossa felicidade não está em nós mesmos e o que aumenta nossa autoestima não é a autoajuda, mas a ajuda do alto.

Apoiado nesse apontamento percebe-se que o foco da felicidade do líder cristão está atrelado à vida de comunhão com Deus! É o que nos faz entender o texto de (Êxodo 33:13-15) “Agora, pois, se tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber o teu caminho, e conhecer-te-ei, para que ache graça aos teus olhos;

O rei Davi disse ao Senhor em (Salmos 51:11): “Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo.” Portanto, a alegria do líder cristão está vinculada a uma profunda intimidade e convivência diária com Deus.

3º-O Líder Pacificador; (Hebreus 12:14) “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor;”

Uma característica muito marcante no líder espiritual é a capacidade dotada por Deus de estabelecer paz em suas fronteiras. A Bíblia aborda a paz como algo palpável e tangível, porquanto, algo que é semeado, plantado como cita (Tiago 3:18) Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz.

Destarte, a paz não é apenas um conceito distante e impossível, pelo contrário é um estado de plenitude de Deus morando e habitando em nós pela manifestação do Espírito Santo!

4º O Líder Generoso; (Provérbios- 11:25): “A alma generosa prosperará e aquele que atende também será atendido.”e o que semeia em abundância, em abundância ceifará.” Verifica-se pela compreensão do texto supracitado que há uma lei universal da semeadura! “Se você acredita realmente que Deus está conduzindo-o a fim de você uma contribuição significativa, libere todas as restrições, desamarre os nós e desenvolva o hábito de ser generoso.”

Ora, aquele alguém possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? (1Jo 3:17). Apreende-se deste versículo chave o chamamento a reflexão quanto ao aspecto da generosidade, pois entende ser nula a fé de quem não consegue se desprender de seus bens em socorro ao necessitado.

Ademais que este ato altruísta eleva os irmãos a um estado de maior espiritualidade e servir de antidoto contra a mesquinhez e arrogância!

5º- O Líder Benevolente;

Há afabilidade do líder cristão é tão importante quanto necessária, pois lidar com pessoas é lidar com sentimento! O líder espiritual tem que saber manejar bem as palavras, pois ser rude não combina com o chamado de liderança cristã! A Bíblia chama a atenção dos lideres carrancudos quando diz: (Ezequiel 34.4). “A fraca não fortalecestes, adoente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza”.

Uma liderança negativa pode afetar o rebanho, quando o líder negligencia o seu grupo, o mesmo frequentemente se dispersa, o que também traz conseqüências amargas para o líder “Assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu estou contra os pastores e deles demandarei as minhas ovelhas;

É necessário, pois está atento a isso, pois o Senhor é um Deus zeloso e não passará impune aquele que maltratar seus escolhidos!

6º- O Líder Humilde;4 Provérbios 22:4 O galardão da humildade e o temor do Senhor são riquezas, honra e vida.Humildade é autonegação de sí mesmo, humidade é projetar-se em Deus confirma: No mundo se busca autopromoção, diante de Deus o líder espiritual busca a autonegação.

Cristo ensina que o serviço cristão baseia-se na humildade e na servitude (Mt 20.25-27).Contudo, a humildade é uma qualidade que vai desenvolvendo-se gradualmente na vida do líder quando mais perto de Cristo o líder chega mais humilde se torna.

Humildade é, portanto uma capacidade dotada por Deus que nos faz vencer a soberba e o orgulho e a vontade latente que pulsa no homem de se tornar independente. Ademais, quando o líder se humilha, reconhece suas fragilidades e sua total e plena dependência do Criador!

Uma excelente definição do termo é apresentada pelo comentarista do mestrado: Humildade vem do latim humus que significa “filhos da terra”.

A Humildade é a virtude que dá o sentimento exato da nossa fraqueza, modéstia, respeito, pobreza, reverência e submissão.

7º – O Líder Prudente; (Mateus 10:16) “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas.”

É o que se verifica da leitura abaixo: Os pastores e os líderes devem constantemente ensinar os valores cristãos que torna o crente diferente do mundo. “O guia competente quando sabe o caminho, dá tanta segurança ao grupo que faz com que a estrada certa pareça a mais natural e a melhor.”

Existe uma tendência humana que pende para o mal e a tentação é algo comum a todos os seres humanos, entretanto se nos sujeitarmos à vontade de Deus (Tiago 4:7) e mortificarmos as obras da carne teremos condições plenas de vencê-las!

Por todo o exposto, se mostra a prudência ser uma virtude indispensável para todo cristão e muito principalmente para o líder que certamente será espelho e referência tanto para os do caminho para os que estão de fora!

8º – O líder Fervoroso; (Hebreus 11:1): A fé é um atributo de liderança Espiritual, é um dos frutos do espirito. Fé não é automotivação, mas motivação do auto! Fé não é confiança em si mesmo, mas certeza e convicção em Deus. Fé não é ver do ponto de vista do positivismo natural, mas no sobrenatural de Deus! Fé é acreditar na palavra, viver na palavra do Senhor!(Hebreus 11:32-34):

E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e de Samuel e dos profetas, Os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, Apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos.

Muitas igrejas fracassam porque os seus líderes deixaram de crer e tornaram-se mestres em narrar desgraças ao invés de olharem com os olhos da fé as crises como oportunidades de crescimento.

É, portanto, necessário que a Igreja do Senhor dê a devida atenção e valor na eleição de lideres, pois é trágica a escolha de lideres sem levar em conta critérios espirituais trazem um prejuízo colossal à eleita de Cristo!

9º – O líder Resiliente. (Filipenses 3:13-14

A resiliência é uma capacidade que todo líder cristão precisa desenvolver, pois o enfretamento dos traumas, das decepções e outros percalços da trajetória ministerial haverão de requerer do líder essa postura!

É preciso, pois olhar para Cristo o Autor e Consumador da fé, que no ápice de sua dor pede ao Pai que perdoe seus algozes!

A capacidade de o indivíduo lidar com problemas, adaptar-se a mudanças, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas – choque, estresse etc.

Observa-se o que apresenta Paulo aos (Filipenses 3:13-14) “Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.” Para GARCIA “O ânimo está entre o sucesso e o fracasso.

VI- O CRISTÃO E AS REDES SOCIAS: CONVERGÊNCIAS E ANTAGONISMOS.

Sabe-se que a cultura da digitalidade é uma realidade da sociedade pós-moderna, a dinamicidade das comunicações simultâneas estreitam as distancias e dão a impressão de que as pessoas estão mais próximas uma das outras. Contudo, há de se ressaltar que a descoberta da internet trouxe muitos benéficos à evangelização integral em massa, mas com ela também se vislumbrou uma serie de novos paradigmas comportamentais, sabidamente, é necessário alertar o rebanho de Cristo sobre a superexposição e a participação excessiva nas “redes sociais”.

Destaca-se, que o surgimento das redes sociais inaugurou uma nova forma de comunicação decentralizada e compreendida como uma rede aberta, democrática e que devido sua capilaridade, tende a convergir para ser componente indispensável na evangelização integral nessa geração digital! de fato inegável, que a internet alavancou o campo das comunicações e inaugurou uma nova cultura, que é denominada de cultura de redes, entretanto, há de se ressaltar que se exacerbar no uso, pode se tornar nociva e tirar do foco o verdadeiro alvo do cristão.

Neste novo arranjo promovido pela cultura de redes sociais, é preciso promover urgentemente a evangelização integral e universal, até porque, a própria estrutura das redes sociais pode promover e permitir a evangelização em massa.

Ao tratar sobre rede sociais é preciso observar a definição de ROSSETTI (2005), define redes sociais como: “Redes são orgânicas, alcançam tanto sucesso no mundo dos negócios porque se adaptam às mudanças do ambiente, além de reunir num coletivo diversas competências, habilidades e conhecimentos.”.

A grande questão reside exatamente nesse aspecto o cristão necessita produzir e compartilhar conteúdos edificantes abalizadores de uma pedagogia capaz de reproduzir nas pessoas reflexão a santidade. Logo, a navegação em sites torna-se uma constante e discursivo em que significados são compartilhados e conhecimentos são postos em clivo, rediscutidos e renegociados numa lógica onde são postos limites e possibilidades.

Não há contra argumentação quanto ao poder de ajuntamento que as redes possibilitam, entretanto é preciso ler nas entrelinhas quantos as intenções que se promovem nas redes.

Andrade (2016. pág. 56) adverte que: “hoje, discretamente, a geração digital acessa sites imorais, cujo conteúdo serve para alimentar as concupiscências mais grosseiras, baixas e abomináveis.” apesar desse comportamento apontado, não há evidencia de generalizações, existe também muitos irmãos que utilizam as redes para pescar almas para o reino real de Cristo! Deste modo, é relevante considerar que os cristãos devam utilizar-se das redes sociais de maneira equilibrada, moderada, para que a rede não se torne a pedra da frieza espiritual, e um verdadeiro obstáculo no relacionamento com Deus.

Que o nosso fio conectado no mundo virtual não seja infectado pelo vírus da falsa doutrina, mas integrado ao fio da comunhão e intimidade com Deus, para que os navegantes da era digital “vejam nossas boas obras e glorifiquem a Deus” (Mateus 5.16).

Entretanto, é preciso que os evangelistas da “última hora” semeiam a palavra por meio das redes sociais tenham o conhecimento pleno da palavra de Deus para não semear heresias e vírus doutrinários!

A literatura sagrada sustenta em (1 Coríntios 15:19) que: “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.” Portanto, ao transcendermos para a eternidade oberseva-se-a que valeu a pena amar a Deus sobre todas as coisas!

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Seria muita pretensão pensar em exaurir este assunto, no entanto temos a ousadia de fazer apontamentos na tentativa de responder a inquietações surgidas a partir dos estudos das disciplinas do curso, bem como, pela necessidade reflexão sobre a temática da dissertação.

Onde estiver um pecador, aí estaremos nós, real ou digitalmente, para a anunciar que Jesus Cristo salva, batiza com o Espirito Santo, cura as enfermidades e, em breve, virá buscar-nos” Igualmente, a postura frente aos problemas apontados aqui, como a influência do pensamento capitalista e de lideres sem “visão espiritual”, usam a igreja como fonte de lucro e objeto de barganha.

Contudo, é factível o exímio esforço de muitos lideres que mantem uma postura de zelo doutrinário e em defesa da fé tornam-se abnegados a cumprir seu papel de grande relevo social na garantia de resgate de milhares de vida que outrora estavam caminhando a passos largos ao encontro do fim.

Por fim, a partir dos estudos realizados, fica evidente a contribuição da teologia bíblica dentro da sociedade, uma vez que, é imprescindível não só para o trabalho do teólogo, mas, principalmente para reverberar o plano de salvação de Cristo para a humanidade e contribuí para evangelização integral e resgatar a dignidade humana, o lócus da pesquisa busca promover uma educação Cristocêntrica alicerçada na formação integral de todos.

REFERÊNCIAS:

ALBIAZZETTI, Giane. Homem, cultura e sociedade/ Giane Albiazzetti, Márcia Bastos de Almeida, Okçana Battini. São Paulo: Pearsom Education do Brasil, 2013.

BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.

CASTRO, Antonio Sergio Ferreira Barroso. Aspectos Legais da Disciplina na Igreja. 1ª edição. Rio de Janeiro. Editora Sabre. 2008.

CÉSAR, Marília de Camargo. Feridos em nome de Deus. 1ª edição. São Paulo. Mundo Cristão. 2009.

CHIAVENATO, Idalberto Chiavenato, Administração de empresas: uma abordagem contingencial. 3ª edição, São Paulo: Makron Books, 1994.

CHIAVENATO, Idalberto. Recursos humanos na empresa – pessoas, organizações e sistemas. São Paulo: Atlas, 1998.

FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. P. 915.

GITOMER, Jeffrey. Estratégico Livro da Liderança. As 12,5 Forças dos Líderes Responsáveis, Confiáveis e Notáveis que Criam Resultados, Recompensas e Resiliência/ Jeffrey Gitomer. São Paulo. M. Books do Brasil. 2012.

GONÇALVES, Josué Gonçalves, 37 Qualidades do líder que ninguém esquece. 1ª edição, São Paulo: Mensagem Para Todos, 2008.

HUNTER, James C. O monge e o executivo: uma história sobre a essência da liderança. 15. ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2004.

JORDAN, Joe, Não morda a isca: triunfando sobre a tentação/ Joe Jordan; tradução Enrico Pasquine – Porto Alegre: Actual Edições. 2007.

Lições Bíblicas, Rio de Janeiro: Cpad: 3º Trimestre de 2016.

Lições Bíblicas, Rio de Janeiro: Cpad: 3º Trimestre de 2011.

Lições Bíblicas, Rio de Janeiro: Cpad: 2º Trimestre de 1992.

PEARLMAN, Myer, Conhecendo as doutrinas da Bíblia. Traduzido por Lawrence Olson – São Paulo: Vida. 1996.

O sagrado e as construções do mundo: roteiro para aulas de introdução à teologia na Universidade/ Lorenzo Lago, Haroldo Reimer, Valmor da Silva. (Orgs.)- Goiânia: Ed. Da UCG; Brasília: Editora Universa, 2004.

ROSSETTI, Fernando. Sete Princípios para Redes Sociais. Publicado em 19 de dezembro de 2005, no site da GIFE – Grupo de Institutos Fundações e Empresas (www.gife.org.br). Disponívelem:<http://www.gife.org.br/artigos_reportagens_conteudo11772.asp>. Acesso em 25/07/2017 às 18h15min.

Teocomunicação, Porto Alegre, v. 37, n. 155, p. 89-108, mar. 2007.

Sites consultados:

https://ib7.org/artigos/lideranca/111-a-igreja-crista-e-os-desafios-da-posmodernidade

Disponível em: http://www.jmnoticia.com.br/2017/07/24/igreja-e-negocio-pastor-responde acessado em 16/08/08 às 14:30 horas.

https://www.bibliaonline.com.br visitados em 13/07/2017

http://mestresteologiaedebates.blogspot.com.br/2012/02/o-sincretismo-religioso dosevangelicos.html consultado em 10/10/2017.

1 Igreja de Atos 2:27

2.http://mestresteologiaedebates.blogspot.com.br/2012/02/o-sincretismo-religioso dosevangelicos.html

3 https://bibliotecaonlineead.com.br/apostilas_cursos/Mestrado_Teologia/18.pdf

4 https://bibliotecaonlineead.com.br/apostilas_cursos/Mestrado_Teologia/11.pdf

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