Da Redação JM Notícia

Pastor ora por assaltante minutos antes dele morrer em Belém. (Foto: Arquivo Pessoal / Rosivaldo Almeida)

O pastor Zildomar Campelo, de uma Assembleia de Deus em Belém do Pará, recebeu um pedido curioso na noite da última terça-feira (16) quando chegava na igreja. Um jovem que havia sido baleado em confronto com a polícia pedia para falar com o pastor enquanto esperava o socorro. 

O jovem tentou assaltar caixa eletrônico da agência da sede da Previdência Social (INSS), a polícia chegou a tempo de impedir o crime e o confronto entre os bandidos foi inevitável. Ferido, o criminoso quis pedir perdão e se reconciliar com Deus. 

“Ele ainda estava muito lúcido, disse que queria conversar. Me disse que queria pedir perdão para a mãe dele. Que queria pedir perdão para Deus. Falou que já tinha ido na nossa igreja com a mãe dele”, relata o pastor que ficou cerca de 20 minutos conversando com o jovem enquanto o socorro não chegava, ele acabou morrendo no local. 

“Naquele momento fiz uma oração e ele quis se reconciliar com Deus, uma expressão que a gente usa quando alguém se arrepende”, testemunha. 

O pastor declarou que ficou em uma situação delicada, mas que cumpriu seu papel como cristão. “Todo cristão tem como objetivo principal morar com Deus no céu. É bíblico. A Polícia fez o que tinha que fazer, mas é o nosso papel como cristão ajudar os outros nas aflições”, declarou o religioso ciente que será julgado por ter orado por um criminoso. 

“Tem gente que não entende, mas temos que amar ao próximo. Tanto um policial quanto o criminoso diante de Deus são pessoas que devemos amar. Por isso que não me intimidei de ir lá”, explica. 

Citando I Pedro 4:8 como sendo o versículo que o inspira, o pastor Zildomar Campelo falou sobre o poder do amor de Deus. “O apóstolo já dizia ‘Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros; porque o amor cobrirá a multidão de pecados”..  

Outro ensinamento dado pelo religioso, que foi entrevista no G1, foi sobre amar o próximo. “É isso que precisamos fazer, amar o outro. Já passamos por situações semelhantes, de gente que sofreu com o espancamento e depois pediu uma oração. Como pastor e como cristão, estamos sujeitos a isso”, finalizou.