Da Redação JM Notícia

Lula e a senadora Gleisi Hoffmann no lançamento da cpré-andidatura do ex-presidente (Foto: Nelson Almeida/AFP)

Em menos de 24 horas depois de ser condenado a 12 anos e um mês de prisão, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em São Paulo durante o lançamento de sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.

Em sua declaração, feita diante dos correligionários, Lula disse que não tem motivos para respeitar a Justiça. “Esse ser humano simpático que está falando com vocês não tem nenhuma razão para respeitar a decisão de ontem”, disse.

O ex-presidente acusou os desembargadores do da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) de agirem em nome de um partido. “Quando as pessoas se comportam como juízes, sempre respeitei, mas quando se comportam como dirigentes de partido político, contando inverdades, realmente não posso respeitar. Se não perderei o respeito da minha neta de 6 meses, dos meus filhos e perderei o respeito de vocês”, disse.

Se comparando com Jesus Cristo, o líder petista disse que o condenaram à morte. Ele também pediu para que seus apoiadores façam algo para ele não perder a candidatura, convocando-os a saírem nas ruas. “Espero que a candidatura não dependa do Lula. Que vocês sejam capazes de fazê-la, mesmo se acontecer alguma coisa indesejável, e colocar o povo brasileiro em movimento.”

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Condenaram um inocente

O ex-presidente segue se declarando inocente enquanto seus advogados preparam recursos para recorrer da decisão dentro do próprio TRF-4. “Eles sabem que condenaram um inocente. Mas não sofri tanto, porque sempre acreditei que iria ser do jeito que foi. Obviamente que não estou feliz, mas duvido que alguns deles que me julgaram estão com consciência tranquila como estou hoje com vocês.”

Assim como declarou contra o juiz Sérgio Moro, que na primeira instância o condenou a nove anos e meio de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, ele também diz que os desembargadores querem impedir que ele volte a ser eleito.

“Eles tomaram uma decisão política com o objetivo que eu não volte à Presidência. Não consigo outra explicação, porque, se eles encontrassem um crime que cometi, eu não estaria aqui pedindo desculpas para vocês”, declarou.