Militares passam a exercer fiscalização direta no Congresso Nacional

Uma cena incomum aconteceu nesta terça-feira (15) no plenário do Congresso Nacional. Inúmeros militares, sem qualquer aviso prévio, foram assistir a sessão do Senado.

Inicialmente chegou um pequeno grupo e aos poucos outros foram chegando e dando uma tonalidade verde-oliva nas galerias.

O murmurinho na casa foi generalizado.

O Exército quer marcar presença para garantir a democracia e a segurança nacional, disse um general presente.

O que se comenta é que o próximo passo será uma visita ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF).

Veja o vídeo:

 

O secretário de economia e finanças das Forças Armadas, general Antônio Hamilton, afirmou em 2017, que se o Judiciário “não solucionar o problema político” uma intervenção militar poderá ser adotada para combater a corrupção dos políticos.

Ainda segundo ele, a ação militar seria imposta e que “não será fácil”, contudo o Alto Comando do Exército entende que ainda não é hora para tomar tal atitude, mas que ela poderá ocorrer após “aproximações sucessivas”.

“Se tiver que haver, haverá [ação militar]. Mas hoje nós consideramos que as aproximações sucessivas terão que ser feitas”, disse ele revelando que o Exército já teria “planejamentos muito bem feitos” sobre o assunto.

Já há na sociedade civil um clamor pedindo que os militares tomem o governo para assim livrar o país das mãos das várias facções criminosas que estão sendo investigações em operações da Polícia Federal como a Operação Lava Jato que já citou presidentes e ex-presidentes do país no maior esquema de corrupção já registrado no mundo.

Mourão foi convidado para palestrar por uma loja maçônica e foi apresentado aos participantes como “irmão”, ou seja, como um membro da maçonaria do Rio Grande do Sul.

O vídeo dessa palestra está disponível na internet e tem mais de 1 hora de duração, nela o general do Exército critica a Constituição Federal poder muitos direitos e poucos deveres e faz duras críticas ao modelo político adotado.

“O Estado é partidarizado. O partido assume, ele loteia tudo. Tal ministério é do sicrano, tal do fulano, e aquilo é porteira aberta. Coloca quem ele quer lá dentro e vamos dar um jeito de fabricar dinheiro.”