Da Redação JM Notícia

Neste domingo (20) aconteceu a eleição presidencial na Venezuela e o presidente Nicolás Maduro foi reeleito com 67,7% dos votos válidos. O resultado é contestado dentro do país e também internacionalmente por conta das denúncias de fraude.

Cerca de 54% dos eleitores se abstiveram de votar, mas do público que compareceu 5.823.728 votaram pela reeleição de Maduro. De acordo com a presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena, 8,6 milhões compareceram nas urnas.

Em segundo lugar ficou o opositor Henri Falcón, com 1.820.552 de votos (21%). Antes mesmo do resultado ser divulgado, Falcón declarou que não reconheceria o processo eleitoral e exigiu a convocação de novas eleições.

O pastor evangélico Javier Bertucci obteve 925.042 votos (11%), e ficou em terceiro lugar. Assim como Falcón, o candidato também declarou que não reconhecerá os resultados e denunciou que “manchas vermelhas” perto das seções eleitorais “que poderiam ter influenciado os resultados”.

O quarto candidato, Reinaldo Quijada, teve 34.614 votos (0,4%).

 

Trump declara que não irá reconhecer a ditadura de Maduro

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O governo de Donald Trump anunciou que não ficará de braços cruzados diante da “ditadura” de Nicolás Maduro e não reconhecerá o resultado das eleições que ele considera uma fraude.

Especialistas avaliam que os Estados Unidos pode usar sanções econômicas e até uma intervenção militar, mas Washigton não confirmou nenhuma medida até o momento além das sanções contra funcionários.

Desde 2015 os EUA consideram a Venezuela “uma ameaça para a segurança nacional”, Trump já roibiu entidades americanas de negociar a dívida do Estado venezuelano ou de sua petroleira PDVSA, e de comercializar petro, a criptomoeda lançada por Caracas.

“Se Maduro ganhar, como se espera, o governo americano certamente pressionará ainda mais”, opinou David Smilde, do centro de pesquisa e promoção dos direitos humanos WOLA, com sede em Washington. Com informações G1 e Exame