Por Wagner Hertzog

​Imagem: Cristãos são executados por militantes do Estado Islâmico.

Os cristãos, sem dúvida nenhuma, representam hoje o grupo mais hostilizado e perseguido que há no mundo. Evidentemente, a perseguição é latente em países com governos ditatoriais, onde a ausência de liberdades democráticas obriga os cidadãos a serem escravos de regimes – em maior ou menor medida – totalitários, em completa e total submissão às autoridades constituídas. Em ditaduras comunistas, em autocracias autoritárias e em teocracias totalitárias islâmicas, os cristãos são perseguidos, e enfrentam toda a sorte de temeridades, provações e hostilidades em virtude de sua fé em Cristo. Os motivos para isso podem ser muito diferentes. São frequentemente impulsionados por intolerância religiosa, e imposição de lealdade total ao governo e ao estado, ao invés de uma divindade superior.   

 Mas por que a mídia global é tão omissa com relação a este fato?

Uma parte significativa da mídia global hoje está indevidamente contaminada com um ideológico posicionamento progressista. Em decorrência disso, ela está infinitamente mais preocupada com outras pautas, como feminismo, ativismo LGBT, preservação dos pinguins e salvação das árvores; de maneira que a salvaguarda e a integridade física de seres humanos realmente não é uma prioridade. Como esta doutrina política é inadvertidamente cristofóbica, a vida de cristãos é e sempre será tratada como algo minoritário e destituído de importância. E em função de sua descomunal aversão ao cristianismo, é evidente que a hostilidade cada vez mais gritante de que os cristãos estão sendo vítimas, não será uma pauta relevante para a mídia progressista global. Como a grande maioria dos seus redatores, jornalistas e editores sofre com viés ideológico – ou são patrocinados por grupos, empresas e companhias infectadas por este viés – não devemos ficar impressionados pela brutal e sádica negligência da mídia com relação a esta gravíssima violação dos direitos individuais que os cristãos sofrem, e dos quais diversos governos são culpados.  

 E quais são os países que mais perseguem hoje os cristãos? Diversos países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Iraque e Iêmen, são particularmente perigosos. Até mesmo o simples ato de carregar uma Bíblia é potencialmente arriscado, e pode custar penalidades como punição física, cárcere por tempo indefinido, ou até mesmo a própria vida. Em decorrência do islamismo ser a religião estatal oficial em praticamente todos os países da região, e, em razão disso, usufruir de um status governamental e jurídico especial que lhe confere preponderância em todas as questões judiciais, administrativas, legislativas e sociais, nestes países não há uma salutar separação entre estado e religião – algo inerente à natureza do islamismo –, de maneira que escolhas individuais não são toleradas ou respeitadas.

Nestes países, por exemplo, a total submissão das mulheres aos homens ainda é uma realidade. Apenas recentemente a Arábia Saudita permitiu que mulheres possam tirar a carteira de habilitação para dirigir. Ainda há algumas semanas atrás, isso era proibido. Como o islamismo é ostensivamente conduzido por uma inflexível rigidez de costumes, esse autoritarismo brutal é corriqueiro e inquestionável. No Oriente Médio, apenas em Israel os cristãos usufruem de uma completa e total liberdade para praticarem a sua religião. Portanto, pense muito bem antes de criticar o país mais livre do Oriente Médio.  

 De acordo com o The Guardian, os 25 países mais hostis ao cristianismo são: Coreia do Norte, Somália, Iraque, Síria, Afeganistão, Sudão, Irã, Paquistão, Eritreia, Nigéria, Maldivas, Arábia Saudita, Líbia, Iêmen, Uzbequistão, Vietnã, República Centro-Africana, Catar, Quênia, Turcomenistão, Índia, Etiópia, Egito, Djibuti e Burma.

 Infelizmente, o assunto dificilmente é tratado com a seriedade e relevância que merece. Com exceção de alguns poucos grupos que levam esta questão a sério, a mídia global simplesmente ignora esta atrocidade, assim como escolhe deliberadamente ignorar muitas outras questões de extrema importância, quando o tópico a ser discutido é a violação sistemática de direitos humanos cometidos por governos. Mas, como o próprio Jesus alertou – e isto está devidamente registrado em diversas passagens da Bíblia, como Mateus 24:9 -, perto do tempo do fim, a hostilidade aos cristãos seria cada vez mais brutal, contundente e recorrente.