Li o texto sobre “A verdade sobre Ted Haggard”, de Gordon MacDonald, no informativo do Instituto Jetro e fiquei assustado, compadecido e obrigado a pensar sobre mim mesmo. E a parte do texto que mais me chamou atenção foi:

É difícil descrever o que sinto ao ver o nome e o rosto de Ted Haggard sendo explorado a cada noticiário na TV… Ainda estamos vivendo um processo de tentar compreender o que de fato existe no lado secreto da vida de Ted Haggard… A liderança da New Life Church anunciou que solicitou ao Ted que renunciasse… Gastei algum tempo tentando entender como e por que alguns homens e mulheres que estão em posição de liderança enfrentam problemas na área moral, financeira ou de abuso de poder e de ego. Eu mesmo tenho familiaridade com a derrota e a humilhação pública. Desde aqueles terríveis momentos que vivenciei há 20 anos atrás eu tenho acreditado que dentro de nós há uma pessoa que não é muito diferente de um assassino…

Nesse texto, percebo que Gordon MacDonald assume que viveu algo parecido a 20 anos atrás e sofreu muito e chegou uma conclusão que dentro de cada um de nós existe um pessoa que se assemelha a um assassino. Palavras duras, mas não é possível discordar dele. Gordon menciona 20 anos atrás como um passado sobrio e triste: “Eu mesmo tenho familiaridade com a derrota e a humilhação pública”. Hoje ele fala de algo do passado; quem sabe daqui a 20 anos Ted Haggard também falará do que sentiu.

Depois do fracasso é mais fácil analisar os “porquês” de ter fracassado. Fiquei pensando no que poderia ter dito ou escrito o Rei Davi sobre os seus fracassos e então ousei escrever esta possível carta de confissão do pastor e rei Davi.

Confissão de um pastor

 “Eu era um homem simples, nasci no seio de uma família humilde, e a cidade na qual vivi a minha infância até a minha juventude, é uma cidade inexpressiva no contexto social, econômico e político.
Nunca tive grandes ambições, vivia contente com o pouco que tinha. Um dia, experimentei o poder, herdei um trono, tive tudo o que o meu coração desejou, não havia limites para mim. De humilde tornei-me soberbo, de simples tornei-me sagaz. Adulterei, menti, matei e fui covarde com aqueles que eram fiéis a mim. Por minha culpa, a minha família foi destruída, meus filhos não receberam o amor que precisavam. Para o povo, eu era um herói, mas para a minha família, um fracasso. Entendo hoje que nunca tive poder, mas o poder me possuiu. Depois de tantos erros, o que me consola é saber que o perdão de Deus é também uma realidade para a minha vida.
Mas, o que gostaria mesmo é de não ter falhado tanto; porque sei que o perdão de Deus inocenta a alma, mas não exclui as conseqüências do ato”.

Pastor Davi, Rei de Israel

O futuro nos permite ter uma reflexão mais profunda das atitudes erradas que tivemos no passado. Mas, o que aconteceu na vida de Gordon MacDonald e Ted Haggard nos incentiva a prestarmos mais atenção na vida que levamos no presente.
Viver no padrão de Deus no presente nos possibilita usufruir intensamente de lembranças positivas no futuro. Preocupar-se com o que iremos nos lembrar de nós mesmo no futuro será um alerta para nos comportamos bem no presente. Viva hoje uma vida de temor na presença do Senhor!

 “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.” Lm 3:21

Por Reginaldo Martins dos Santos via Instituto Jetro

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