Da Redação JM Notícia

O vereador Júnior Geo repudiou nesta quarta-feira (25) a ação da presidência da Câmara Municipal de Palmas de colocar pautas do Executivo para serem votadas em plenário antes de passar pelas comissões, que é o trâmite normal dos projetos de leis.

A sessão ordinária desta quarta é um exemplo desse tipo de atitude questionada pelos parlamentares da oposição, pois a pauta do dia, colocada pela mesa diretora, foi o pedido de empréstimo de 50 milhões e cessões de áreas públicas.

O projeto estava na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) para análise, onde foi decidido realizar uma audiência pública para discutir com a sociedade a relevância do Projeto de Lei Complementar N° 24 de 2017 que tinha o objetivo de adquirir o empréstimo para aplicar em energia solar para prédios públicos municipais.

O vereador Júnior Geo declara que não constava no projeto o impacto orçamentário exigido em lei e o Executivo faz sua vontade com o apoio do presidente da Casa e sua base. “Os projetos se encontram em pauta e tendem a serem aprovados, logicamente não com o meu voto”, afirmou.

VEJA TAMBÉM
Em encontro com educadores, Raul diz que vai climatizar salas de aula com energia solar

Por considerar a atitude do presidente da Casa ilegal, o parlamentar convidou seus colegas do bloco independente a entrarem com uma ação na Justiça. “Vamos novamente fazer representação em bloco contra a presidência, levar à justiça, e essa Casa novamente vai entrar em desgaste por medidas adotadas por vossa Excelência”, ressaltou o Júnior Geo se referindo ao presidente da Casa, José do Lago Folha Filho (PSD).

Júnior Geo lembrou ao vereador Folha Filho que sua ação causa prejuízos a toda a Câmara Municipal, pois “os vereadores passam a ter a sua imagem danificada mais ainda no período em que a política está duramente sendo criticada por motivos de alguns atores, que infelizmente são aqueles que ocupam a cadeira central como no caso de vossa Excelência”.

Nessa sessão extraordinária, os vereadores do bloco independente, em número menor, retiraram-se do plenário em protesto ao ato e se reuniram para estabelecer as ações jurídicas a serem tomadas nos próximos dias. Tendo a maioria, a base do prefeito na Câmara, aprovou o empréstimo e outros projetos de seu interesse.

Para o vereador Diogo Fernandes, presidente Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), ele pretendia realizar consulta a população para verificar o que era  interessante para os palmenses, se era ter ruas asfaltadas ou ter prédios públicos, inclusive alugados com energia solar.

VEJA TAMBÉM
Cinthia Ribeiro consegue empréstimo de 60 milhões de dólares para investimento em infraestrutura

O vereador Fernandes já tinha adiantado na última semana, que a Prefeitura estava articulando a aprovação do PL no  “no tapetão”, sem passar pelas comissões.