CPI dos Maus-Tratos ouve mãe da menina que tocou em homem nu no MAM

A mulher usou seu direito de ficar em silêncio e não respondeu nenhuma das perguntas

Da Redação JM Notícia

Na semana passada a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Maus-Tratos foi até São Paulo ouvir os envolvidos na exposição do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) onde uma criança foi estimulada pela mãe a tocar em um artista nu. 

A audiência pública aconteceu no auditório do Ministério Público do Estado de São Paulo com a presença dos senadores José Medeiros, relator da CPI, e do presidente da CPI, senador Magno Malta. 

Juízes, promotores, procuradores e profissionais que atuam diretamente na coordenação de apoio operacional da infância e juventude fizeram o debate sobre a exposição que causou grande comoção nacional, gerando uma polêmica que se somou a outras exposições de conteúdo erótico que tiveram as crianças como público alvo. 

A CPI convidou para depor, entre outros envolvidos no caso do MAM, o curador do Museu de Arte Moderna de São Paulo, Felipe Chaimovich; o curador da polêmica exposição “35º Panorama da Arte Brasileira – Brasil por Multiplicação”, Luiz Camillo Osorio, o artista Wagner Schwartz, que ficou nu na presença de uma criança durante sua performance artística e Elizabeth Finger, a mãe da criança que foi incentivada a tocar nas mãos e nas pernas do artista nu. 

“São várias atrocidades em nome de uma cultura que precisam ser esclarecidas”, disse o senador Magno Malta que buscou falar com os envolvidos para entender o que aconteceu naquele museu. 

A mãe da menina preferiu ficar em silêncio ao ser questionada por Magno Malta sobre os riscos que sua filha correu ao ser exposta a um homem desconhecido nu, quanto ter seu rosto nas redes sociais. Usando seu direito de ficar em silêncio, a mulher não respondeu a nenhuma pergunta feita durante a audiência. 

Já o curador Felipe Chaimovich, ao ser questionado, confessou não reconhecer o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) onde há determinações que impedem a participação de crianças em obras teatrais, televisivas ou cinematográficas que tenham cenas de sexo explícito ou pornografia.  O artista Wagner Schwartz não compareceu à audiência e, por isso, será intimado a depor, como explicou o senador Magno Malta.  

Assista parte da audiência com a presença da mãe da criança: 

https://www.youtube.com/watch?v=e_g5yHmpCuc