Da Redação JM Notícia

Vereador Lúcio Campelo vai questionar ao MPE e Tribunal de Contas sobre descontos no 13º salário dos professores da capital

O Vereador Lúcio Campelo denuncia esta semana novo descaso da gestão Carlos Amastha com os professores da Capital. Ocorre que não estão sendo contabilizados os 12 meses do ano para a elaboração do 13º salário dos educadores. Com a greve em setembro, um mês está sendo descontado da folha, apesar dos professores já terem iniciado a reposição das aulas perdidas, conforme decisão judicial.

A notícia chegou através de um ofício encaminhado ao vereador Lúcio Campelo, com a assinatura de dezenas de professores, e cópias dos contracheques, apontando o desconto da prefeitura. “Novamente, o prefeito Carlos Amastha segue intransigente e não mostra compromisso com a educação palmense. Já não basta a perseguição criminosa feita contra esses profissionais em setembro, e agora isso?”, questionou Lúcio Campelo.

Professores informaram que irão entrar na justiça contra esse desconto, e inclusive, acionar a Defensoria Pública Estadual para intervir na situação. O vereador Lúcio Campelo confirmou apoio a causa.

“Nessa terça-feira, 20, vou até o Ministério Público Estadual e no Ministério Público de Contas denunciar esse absurdo. O 13º salário é um direito do trabalhador, e quem não vê isso é o secretário Danilo e o prefeito Amastha, que insistem em punir os educadores que cobraram suas progressões e data-base, atrasadas há anos pelo município”.

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Sobre a reposição das aulas, que já estão em andamento, os professores informaram que até o momento não existe nenhum compromisso ou documento informando o pagamento dessas reposições, e os educadores temem novo calote da prefeitura. Além disso, cobraram informações sobre o destino que a prefeitura deu para esses valores que não foram pagos ao professores.

Greve

A greve da rede municipal ocorreu durante o mês de setembro, quando a maioria da categoria decidiu paralisar os trabalhos, após frustradas tentativas em receber as correções salariais da data-base, retroativos e progressões de carreira. A própria justiça já havia determinado o pagamento desses direitos atrasados, mas a prefeitura ignorou a decisão judicial.

Ao final de 22 dias de greve, a prefeitura promoveu os descontos da folha de pagamento, fazendo com que vários desses profissionais recebessem apenas centavos como salário. “Tiveram que organizar uma campanha de arrecadação de alimentos, pois muitos professores estavam passando por dificuldades, e sem condições de pagar o aluguel e contas. Eu nunca vi isso acontecer em Palmas, é inadmissível tratar educadores dessa maneira”, lembra o vereador.