Da Redação JM Notícia

Ataídes Oliveira é presidente da CPI da JBS

A CPI da JBS encerrará seus trabalhos antes do recesso parlamentar, no começo de dezembro, e os relatórios deverão responsabilizar o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot e do ex-procurador Marcello Miller por “condutas controversas”.  

Para os parlamentares que fazem parte da CPI, os membros do Ministério Público Federal, responsáveis pelas negociações da delação premiada dos executivos da JBS, devem ser culpados, Miller, inclusive, deve ter um pedido de prisão aprovado. 

Presidida pelo senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), com o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) de relator, a CPI da JBS deve entregar o relatório final em 15 de dezembro, mas os documentos colocarão em segundo plano as revelações dos empresários contra políticos. 

“Pelo que já foi revelado até agora, é possível demonstrar a participação efetiva e ilícita do Marcello Miller no processo. Já permite afirmar também que o Janot faltou com a verdade ao dizer que a PGR só foi comunicada disso [negociação para delação premiada com a JBS] no dia 27 de março. Desde o dia 21 de março aconteciam reuniões dentro da PGR”, afirmou Marun. 

Ataídes também é a favor da prisão de Miller e mesmo sendo o presidente da CPI, ela já prepara um relatório com algumas reflexões com os depoimentos que foram colhidos durante os trabalhos da comissão. 

“Tenho um relatório meu, que chamo de reflexões preliminares. Esse relatório me leva a ficar surpreendido sobre o Marcello Miller ainda estar em liberdade até hoje. Não consigo entender os motivos para mantê-lo solto. Ele foi o grande maestro e articulador dessa desastrosa delação premiada dos irmãos Batista”, afirmou o senador. “Acredito que o Ministério Público Federal deva pedir novamente a prisão dele, diante de tantos fatos que vieram a público.” 

CPI x procuradores 

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Há quem aponte que a CPI é usada para retaliar procuradores que conseguiram negociar com os irmãos Batista para denunciar o presidente Michel Temer.  

Em defesa dos trabalhos, Marun declarou que os “procuradores não tinham sido investigados por ninguém” e que a CPI conseguiu avançar muito sobre isto. “Será que é pouco se a CPMI chegar à conclusão de que houve conspiração para derrubar o presidente da República, comandada por um PRG?. Eu acho que não é”, declarou. 

Outros três sub-relatores, os deputados Fernando Francischini (Solidariedade-PR), Hugo Leal (PSB-RJ) e Wadih Damous (PT-RJ), também escreverão seus relatórios.