Da Redação JM Notícia

Na capa do novo trabalho o cantor aparece como homem gay e como drag queen| Foto: Reprodução Instagram

Mas um cantor gospel resolveu deixar o segmento e se lançar no mercado secular. Dessa vez, porém, Lucas Miziony foi além lançou um disco onde se apresenta como gay e como drag queen. 

Quando cantava gospel, o artista se apresentava como Lucas Fernandes e lançou dois discos, chegando a fazer parcerias com Jéssica Augusto e gravando canções assinadas por Anderson Freire. 

Lucas cresceu na igreja Assembleia de Deus e firmou uma carreira sólida no segmento. Segundo o portal de música do UOL, o cantor tinha mais de 40 eventos agendados até fevereiro de 2018, participando de cultos, congressos e eventos. 

Mas ele resolveu mudar totalmente o seu estilo, mudando seu nome artístico e lançando o EP “Homem ou Mulher”, se assumindo de duas formas: homem gay e drag queen. 

Ele afirmou que se assumiu homossexual há um ano. “Eu vivia com uma máscara. Agora quero mostrar que sou uma pessoa como qualquer outra. Quero quebrar esse preconceito”, declarou. 

  

  

Não queria denegrir a igreja 

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Ao falar sobre a mudança repentina, o jovem de 23 anos declarou: “A gente já estava começando a compor os arranjos do meu terceiro CD, que teria cantores gospel famosos. Mas pensei: ‘Vou acabar ficando famoso e denegrindo a imagem da igreja’. Não era isso que eu queria”, disse. 

Lucas também deixou a Assembleia de Deus por não se sentir mais bem. “Ela tem o segmento dela, e eu não concordo com a parte sobre a homossexualidade”, defendeu. “Eu juro que tentei. Lutei muito contra mim para chegar até aqui. Mas Deus me fez assim, e vou morrer assim”, declarou. 

Para ele religiosidade e homossexualidade podem andar juntas, tanto que ele continua afirmando ser um homem de fé. Ele acredita, inclusive, que sua história poderá inspirar outros evangélicos a deixarem de lutar contra quem realmente são. 

“Não quero generalizar, mas na igreja existe muita gente sofrendo porque não pode se assumir. Tem gente que tem medo de perder a carreira, a posição. Muitos fazem escondido e, no culto, dizem que não pode fazer porque é pecado”, diz ele.