Da Redação JM Notícia

Ano letivo começou com 80 crianças, agora apenas 13 delas continuam estudando na Escola Rural Entre Rios

A Escola Rural Entre Rios, localizada entre os distritos de Taquaruçu e Buritirana, em Palmas (TO), pode ser fechada por falta de alunos, prejudicando as crianças da região que não terão outra opção próxima de suas casas. 

O motivo do fechamento é o baixo número de alunos, pois o ano letivo começou com 80 crianças matriculadas e no momento contam com apenas 13 alunos. 

Entre os motivos da falta de alunos está o fato da escola oferecer apenas séries do 5º ao 9º, isso faz com que pais de crianças menores optem por deixarem seus filhos em escolas que ofereçam aulas do ensino fundamental I e II. 

Para impedir que a escola deixe de atender as famílias das comunidades rurais e assentamentos daquela região, Simey Araújo resolveu ir até o Ministério Público fazer a denúncia para que a Secretaria  Estadual de Educação seja acionada a tomar providências urgentes.   

Em agosto ele chegou a enviar à Diretoria Regional de Ensino um ofício com os problemas daquela escola e sugerindo medidas para impedir o fechamento da escola. Entre as propostas estão: diálogo efetivo com os pais de alunos, diagnóstico, e a implementação de um amplo plano de gestão escolar.  

“Precisamos avançar  na abertura de mais escolas com ensino de qualidade,  e jamais permitir que por falta de iniciativa e vontade política se retroaja naquilo  que ainda nem bem é  satisfatório”, declarou Simey Araújo. 

No documento ao MPE, Simey relata ainda que a falta de séries na Escola Rural Entre Rios faz com que as crianças se desloquem 30 km de suas casas para estudarem em instituições como a Escola Municipal Suely Pereira de Almeida Reche ou Escola Municipal do Distrito de Buritirana. 

“Isso acaba proporcionando um custo com transporte para que essas crianças se desloquem de suas casas até a escola. Levando em consideração a falta de interesse dos alunos por terem que enfrentar duas viagens diárias”, declara. 

Simey teve aval dos moradores e da associação rural que representa a comunidade e juntos fizeram a denúncia ao MPE, esperando que algo possa ser feito para impedir o fechamento da escola.  

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