Da Redação JM Notícia

Por meio de um acordo entre o Governo Federal e os presidentes da Câmara e do Senado garantirá que votação da reforma da Previdência seja realizada apenas em fevereiro de 2018.

Previsto para entrar em pauta antes do recesso parlamentar, a principal proposta do Governo de Michel Temer tem enfrentado dificuldades de conseguir apoio dos parlamentares, sendo este um dos motivos para o adiamento.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), confirmou nesta quarta-feira (13) a mudança da data, declarando também que pode haver uma eventual convocação extraordinária do Congresso Nacional para analisar o tema.

“A reforma vai aguardar mais alguns dias para possa ser votada ou em fevereiro ou até, se houver o entendimento entre os presidentes das duas Casas, em uma convocação extraordinária”, disse o senador.

Para ser aprovada na Câmara a reforma da Previdência precisa de 308 votos, para alcançar esse número o governo tem tentado alianças políticas, conseguindo, por exemplo, a aprovação do PSDB que já fechou questão e irá apoiar a reforma.

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“O número de adesões [à reforma] está crescendo, o PSDB fechou questão, outros partidos vão fechar questão. Então é preciso que haja tempo para maturar a solução […]. Portanto nós vamos agir com responsabilidade e equilíbrio e votar no momento que tivermos os votos”, contou Jucá.