Da Redação JM Notícia

Mais de 80 cristãos foram mortos na Nigéria este mês, vítimas de ataques com facas promovidos por muçulmanos radicais que espalham o terror e o medo pelo país.

A International Christian Concern, um grupo de vigilância da perseguição, confirmou as mortes registradas até a última segunda-feira (22). Todas elas no estado de Benue, sendo 50 mortos na cidade de Logo e 30 na cidade de Guma.

Os criminosos fazem parte da etnia Fulani, nômades muçulmanos que andam armados enquanto pastoreiam seu gado. Agricultores cristãos estão sendo atacados constantemente por este grupo que está cada vez mais violento.

Uma testemunha contou que estava em um grupo que sofreu uma emboscada por parte dos fulanis em 3 de janeiro. Segundo ele, identificado como Vershima, os muçulmanos atacaram o grupo e mataram três de seus amigos, ele foi ferido, mas conseguiu sobreviver para denunciar o ataque.

Outro sobrevivente foi Peter, que trabalha como guarda do gado para um dos agricultores. Ele revela que até mantinha amizade com os fulanis, até que um dia foi atacado. Eu me levantei e tentei lutar contra as armas que eles tinham nas mãos, mas foi em vão. Eu estava dominado e eles começaram a me cortar”, disse Peter que está internado no hospital se recuperando.

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Cristãos estão preocupados com a falta de segurança

O Secretário Geral da Associação Cristã da Nigéria (CAN), reverendo Musa Asake, emitiu uma nota oficial sobre as mortes declarando “grave preocupação” pela falta de segurança, pois além de enfrentar os Fulanis, os cristãos nigerianos ainda são alvos das maldades dos terroristas do Boko Haram.

Asake aproveita para criticar a falta de ação das autoridades que não defendem os cristãos, enquanto protegem os muçulmanos. Ele cita a aprovação da lei de pastoreio anti-aberto para conter a violência dos Fulani, mas não gerou resultado.