Da Redação JM Notícia

Marina Silva, pré-candidata à Presidência (Foto: Ailton de Freitas / Ailton Freitas)

A pré-candidata à presidência da República pelo Rede, Marina Silva, defendeu que os partidos PT, PSDB, PMDB e DEM não participem das próximas eleições, tirando quatro anos sabáticos para refazerem seus programas de governo.

“O PT, PSDB, PMDB, DEM, eles precisam de uns quatro anos sabáticos, se reencontrar com as bases e reler seus programas. Foram partidos que deram uma grande contribuição para a sociedade, mas eles se perderam”, disse a ex-senadora em entrevista ao programa “Café com Política”, da Rádio Super Notícia FM, de Belo Horizonte.

Para Marina Silva, essas legendas “se perderam no projeto de poder pelo poder” e deixaram de discutir os rumos da nação. “Agora, a sociedade brasileira deve fazer um grande favor para eles: dar um sabático de quatro anos para que o país possa, em novas bases, dar um passo à frente”.

A pré-candidata ainda denunciou o PT e o PSDB declarando as siglas opositoras estão unidas para acabar com a Operação Lava Jato que investiga o maior crime de corrupção da história do país. “PT e PSDB, que nunca estão unidos, se uniram nesse propósito. Tanto que juntos apresentaram a lei do abuso de autoridade, para tentar intimidar a Justiça, o Ministério Público e a Polícia Federal. Tentaram apresentar o projeto de lei para anistiar o caixa dois, e se mantêm firmes na defesa do foro privilegiado, o que é uma afronta ao povo brasileiro”.

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Julgamento do Lula

Ex-integrante do PT e ex-ministra do governo de Lula, Marina Silva comentou a condenação em 2ª instância pelo julgamento do líder político, dizendo que se trata de um momento delicado da história do país.

“É um momento delicado da história política do nosso país. É a primeira vez que um ex-presidente da República é condenado. Nós temos uma situação que exige das lideranças políticas e da sociedade uma atitude de respeito às instituições, compreendendo que seja assegurado o amplo direito de defesa. O que está sustentando essa situação de crise é que as instituições estão funcionando”, declarou.

Aproveitando o tema, a pré-candidata se posicionou a favor do fim do foro privilegiado, pois há mais de 200 parlamentares investigados e que não foram punidos por conta do foro. “Nós não podemos criar uma situação entre aqueles que podem ser punidos, porque são cidadãos comuns, e aqueles que não podem porque são poderosos ou populares, ou são ricos demais”.