Da Redação JM Notícia

Crianças levantam a bandeira da China

Ex-muçulmanos no noroeste da China que se tornaram cristãos estão sendo levados para “campos de reeducação”, também chamados de “centros de transformação da mente” na tentativa de fazê-los negar a fé em Cristo.

A região é predominantemente muçulmana, dificultando ainda mais a vida do cristão chinês que já é constantemente perseguido pelas autoridades. Aos serem levados para esses centros de estudos, os cristãos são forçados a aprenderem a educação política com base no comunismo praticado pelo governo chinês.

Segundo o ministério Portas Abertas, vários cristãos ex-muçulmanos e quase todos os líderes foram levados para tais campos. A esposa de um dos líderes, que não foi identificada por questões de segura, declara que seu esposo foi levado e ela teme por ele.

“Eu não sei onde meu marido está agora, mas acredito que Deus ainda o use em prisões ou acampamentos. Às vezes eu ficava com medo que ele não tivesse roupas suficientes para se aquecer”, declarou.

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Além de maltratar os líderes cristãos, as autoridades chinesas também pressionam as crianças. “Eu tenho medo que isso afete meus filhos, que a professora preste mais atenção neles depois que as autoridades contaram à escola o que aconteceu com meu marido”, confessa a esposa do outro líder.

Estima-se que mais de 100 cristãos tenham sido enviados para diferentes campos na região noroeste da China. Nesses lugares a vigilância acontece 24 horas por dia, e não há informações sobre quando eles serão devolvidos para suas famílias.