Da Redação JM Notícia

O texto da reforma da Previdência será votado na Câmara dos Deputados, ainda que a expectativa é que ele não seja aprovado, os senadores já começam a se posicionar sobre o tema que é de extrema importância para o governo de Michel Temer.

O senador Romero Jucá (PMDB-RJ), líder do governo no Senado, é favor do texto e declara que há uma negociação entre as lideranças da Câmara. “Cabe ao Senado aguardar e a todos nós torcer para que possamos ter uma conclusão que aponte para a responsabilidade fiscal no nosso país”, disse.

Para o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) o governo erra ao transformar a PEC 287/2016 em um “balcão de negócios” com a troca de votos pela liberação de emendas parlamentares. “Não creio que a matéria conseguirá sequer sair da Câmara dos Deputados, primeiro porque boa parte da base do governo manifesta-se contra a reforma; segundo, porque o governo não para de errar”, afirmou o senador tucano.

O Partido dos Trabalhadores (PT) tem se organizado para impedir que a reforma passe pelo Congresso, mas caso fracasse, a equipe do Senado está à postos para barrar o tema. “O governo está mentindo porque não há déficit da previdência. O que tem que ter é um combate à sonegação e uma cobrança principalmente dos grandes grupos econômicos que devem à Previdência Social”, declarou o senador Paulo Rocha (PT-BA).

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A senadora Regina Sousa (PT-PI) foi ainda mais crítica e declarou que a reforma é maléfica, sendo que a forma mais justa de uma reforma seria começar “pelo andar de cima”. “Do jeito que está esse projeto aí, nós não votamos, porque quer tirar de quem não tem. Se quiser começar com senador, com deputado, com ministro, com defensor e com conselheiro de tribunal, a gente topa”, disse ela.